O Fato e o Foco

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Rui é um garoto. Tem seis aninhos. É um menino sorridente, alegre, esperto, muito ativo, como convém a uma criança de seis anos.
Eu sou fotógrafo amador. Estou em uma fase de fotografar movimentos.
Quer combinação melhor?
Um fotógrafo a procura de movimentos e uma criança sadia?
Pois foi assim que conheci Rui.
Rui e minha assistente andaram comigo por praças, parques, ruas da cidade.
Ele sempre brincando e eu o fotografando.
Mas isso tudo não tem nada a ver com a história de hoje.
Hoje quero falar de vida, caráter, formação de personalidade.
Um dia Rui vai à casa de minha assistente (são vizinhos) e pergunta a ela: “meu amigo passa farol vermelho?”
Ela pensa e responde com o conhecimento que a vida lhe deu e o tempo de convivência que tem comigo: “Eu acho que não”.
E aí a observação surpreendente de Rui: “Meu pai passou”.
Rui tivera a oportunidade de ter já em tão tensa idade dois modelos. O pai e o “amigo”, 30 anos mais velho que ele.
E ambos, pai e amigo, agiram diferente em relação a uma regra de trânsito.
Rui não sabe dirigir, claro, mas sabe que o semáforo impõe uma regra.
Seu pai a havia quebrado. Imediatamente, em sua jovem cabecinha surgiu o pensamento: “E isso é certo?”
Como saber?
Simples, basta saber se é normal, se outras pessoas assim o fazem também.
E, Rui conhecia muito poucos motoristas, só o pai e o amigo.
Não sei se Rui consegui escolher naquela oportunidade que modelo seguir. Mas sei que assim se forma o caráter das pessoas.
Não só a partir de exemplos, mas daquilo que se pode extrair deles.

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