Pequenos órgãos, grandes encrencas: o esfíncter

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ana

Outro músculo capaz de produzir situações muito
desagradáveis e que exigem tratamento e cuidados, é o esfíncter
anal, aquele pequeno músculo que impede as fezes de saírem do
reto involuntariamente. Quando esse músculo tem seu
funcionamento alterado, instalam-se perdas involuntárias de
gases e fezes.
Além do desconforto, do mau odor e da exigência de higiene
constante, essa desagradável situação provoca ansiedade,
constrangimento e perda da qualidade de vida pessoal, social e
de trabalho. A frequência de incidentes bloqueia as possíveis
atividades sociais e de trabalho do indivíduo, ocasiona-lhe
insegurança no planejamento de sua vida, atrapalha os
relacionamentos pessoais e é fonte de ansiedade constante.
É um problema encontrado com mais frequência em mulheres
devido aos partos e entre as pessoas de muita idade,
principalmente com mais de 70 anos. É muito grave sob o ponto
de vista psicológico; os pacientes chegam a ter vergonha de ir
ao médico, o que lhes prolonga o sofrimento.
Os sintomas de incontinência fecal são perdas involuntárias
de gases e vazamento de fezes e gases quando a pessoa faz
esforços físicos. O agravamento da situação, como nos casos de
diarreia, pode levar a eventos caracterizados por perdas de
grandes quantidades de gases e fezes líquidas e sólidas.
A primeira iniciativa é perceber e admitir o problema na
sua fase inicial e começar logo a tomar as primeiras
providências. É muito importante o diagnóstico médico para
afastar causas neurológicas, hormonais, tumorais, anatômicas e
outras que vão exigir tratamentos especiais. Portanto, ao
primeiro sinal, aconselha-se procurar um médico especializado,
um proctologista. O tratamento pode incluir dietas,

medicamentos, exercícios para recondicionamento muscular e
cirurgias para a correção dos músculos.
Com o diagnóstico médico na mão deve-se recorrer, também, a
fisioterapeutas especializados que ajudam muito no seu
tratamento. Normalmente são recomendados exercícios com
aparelhos especiais para estimulação muscular elétrica e
biofeedback, ou seja, exercícios orientados por um instrumento,
que ajuda o paciente a distinguir, exatamente, quais os
músculos que devem ser exercitados e como fazer esses
exercícios. Depois de algumas sessões os pacientes podem
repetir os exercícios em casa e recorrer ao profissional para
avaliação periódica.
Como medida complementar, na academia de exercícios
físicos, deve-se dar uma atenção especial aos exercícios que
fortalecem o assoalho pélvico, ou seja, a musculatura que
sustenta os órgãos da parte baixa do abdômen (bexiga, útero,
reto, intestinos, etc.). Este recurso sempre exige a orientação
de profissionais de educação física.

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