Bem-te-vi

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Hoje vi que vi
Lindo bem-te-vi.
Tinha até um amarelo sabiá
Avisando o que vinha lá.
As maritacas verdes claras
Às claras faziam tudo clarear,
Parece que estavam a conspirar e,
Da varanda, queriam me levar,
Fazer voar.
Na loucura, até pensava em tentar,
Afinal, bastava me lançar no ar,
Mas, na cabeça, era um “não vai” e,
Por outro lado, vai que dá.
Entretanto, voar era muito ousar,
Acaso fui feito para no piso ficar e
Asas também não tenho para agitar.
Só caminhar e caminhar.
Todavia e o sonho de flutuar, como fica?
Relaxar na liberdade do vazio
Tal qual um condor ou como
Gaivotas que pairam e mergulham,
Abrir asas e arremedar,
Sem deixar a covardia alvoroçar
Alcançando o suave deslizar,
Fazer curvas leves e rasantes dar;
Subir e subir até não poder mais,
Lá de cima, ver a grandeza
No meu voar.
Enfim um sonho a sonhar
E, na nuvem, descansar
Suspenso nos suspensórios do ar.

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