As diretrizes da alimentação saudável – Parte III

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Continuação da postagem anterior.

As diretrizes de alimentação devem direcionar, não só os tipos de nutrientes e alimentos, como também a sua quantidade. A quantidade de alimentos deve ser aquela que atenda somente as necessidades específicas do indivíduo. As especificidades ocorrem por conta do seu sexo, seu gênero de atividades, sua composição corporal, o clima e as características ambientais, seus hábitos de vida e sua genética. Se houver excesso de alimentação incorre-se no grande risco da obesidade, se houver falta de nutrientes corre-se o risco de fome e fraqueza excessiva. No entanto, parece que quantidades menores são menos perigosas que maiores.
Experiências científicas com pouca alimentação em animais tenderam a aumentar a longevidade da população do estudo. No entanto, atenção, a fome também é mais lenta a aparecer e menos nítida quando aparece. Como todos os mecanismos do corpo idoso, a sensação de ter vontade de comer está mais demorada e o indivíduo corre o risco de comer muito pouco. O controle do peso e a observação da evacuação são de grande ajuda para conhecer o ponto correto de cada pessoa. Uma das dicas práticas importantes é “ouvir o seu corpo”, parar de comer quando a vontade passa e controlar os sinais do corpo. Outra dica é não usar a alimentação para compensações psicológicas, não “assaltar a geladeira” para compensar frustrações, tristezas ou perdas. Eu compenso meus “desarranjos” psicológicos me dando presentes como uma planta em casa, uma tarde de leitura prazerosa, um livro novo e outros similares. Assim, mantenho o meu peso dentro dos limites correto.
Em 2006, o Departamento de Atenção Básica do Ministério da Saúde (Brasil), no Caderno de Atenção Básica 19, publicou os dez passos para “uma alimentação saudável para pessoas idosas” que oferece subsídios aos profissionais na orientação dos indivíduos com muita idade e suas famílias. Essas orientações incluem as doses de alimentos que se aconselham para os idosos brasileiros: a) cinco vezes por semana arroz com feijão; b) diariamente porções de legumes e verduras e três de frutas; c)três porções de leite e derivados, por dia; uma porção de carne, aves peixes ou ovos diariamente; e uma porção de óleos vegetais, manteiga, margarina ou azeite ao dia.
Além da quantidade dos alimentos, também existem diretrizes quanto à distribuição das refeições ao logo do dia; são indicadas de cinco a seis refeições. É mais adequado o maior número de refeições porque as funções relacionadas à digestão, à assimilação, ao transporte dos nutrientes e à eliminação de resíduos estão mais demoradas e lentas. O fracionamento das refeições adapta-se melhor à lentidão do idoso.
Finalmente, vamos falar sobre as diretrizes que guiam o preparo dos alimentos para manter a saúde dos indivíduos de muita idade. A ciência indica claramente que os alimentos fritos não são tão saudáveis como os cozidos, cozidos no vapor, assados ou grelhados. O óleo, mesmo de boa qualidade, quando é submetido a altas temperaturas transforma-se em gordura saturada, muito prejudicial à saúde porque causa várias doenças. Mesmo o azeite de oliva não deve ser aquecido devido à produção de várias alterações químicas. É aceitável uma fritura uma vez por semana, mas deve-se desistir da famosa combinação bife frito e batata frita. Ainda, em relação ao preparo aconselha-se a retirar gorduras das carnes antes de prepará-las.
Para finalizar, lembremos que alguém disse que somos aquilo que comemos.

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