As diretrizes da alimentação saudável – Parte II

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Continuação da postagem anterior…
Eu sei que cada alimento fornece vários tipos de nutrientes e sei que alguns nutrientes são necessários para que haja a assimilação de outros. Portanto, quanto maior a variedade de alimentos, maior a possibilidade de fornecer ao meu corpo uma quantidade de tipos de nutrientes maior. Assim, a segunda diretriz é a adoção da variedade e a fuga da “monotonia alimentar”. Variedade dentro de uma refeição, variedade ao longo do dia, variedade ao longo da semana e do mês. Os idosos tendem a repetir seus hábitos e a fugir de novas experiências o que os leva a comerem e beberem sempre as mesmas coisas; criam hábitos muito arraigados. “Não gosto disto, não gosto daquilo, mas… nunca experimentei.” Essa tendência forma um círculo pernicioso que impede a ingestão de vários nutrientes importantes e pode alterar perigosamente o bom funcionamento de seu organismo.
Estimulo meus filhos e netos a experimentar todos os ti-pos de alimentos, a experimentar receitas e preparações de pra-tos variados de forma a criar um acervo muito rico de memória gustativa que, além de lhes fornecer nutrientes variados lhes pode oferecer, também, conforto, prazer e boas lembranças. Acre-dito que idosos oriundos de famílias que criam bons hábitos des-de a infância têm maiores probabilidades de se alimentarem com maior variedade.
A experiência ensinou-me que um alimento pode não agradar quando é preparado de uma maneira, mas pode agradar se seu preparo for alterado. Percebi que as crianças não têm facilidade em comer saladas de alface, rúcula, agrião e outras folhas e, para superar essa dificuldade, especializei-me em preparações diversas, molhos criativos e variados, sucos de folhas verdes, com frutas e outras criações similares. Com os idosos podemos fazer o mesmo. Um prato muito colorido é mais saudável que aquele de poucas cores. Tenho notado nas pessoas um mecanismo interessante. Às vezes provam um alimento e não gostam, mas, com o tempo e novos testes, acabam gostando. Podemos aplicar isso a nós, os idosos.
Optar é uma tarefa difícil, mas não há alternativa. A indústria alimentícia tem facilitado muito a nossa vida, mas ela esconde perigos impensáveis, utiliza substâncias, como conservantes e outros, que não estão ainda pesquisadas e podem originar problemas graves. Assim, é aconselhável o uso de alimentos naturais, orgânicos e não processados industrialmente. Antigamente, faziam-se conservas em casa, mas a vida moderna inibe essa tarefa.
Uma diretriz importante para as pessoas de muita idade está relacionada à consistência dos alimentos. A mastigação é essencial para manter saudáveis e com bom funcionamento os dentes, os ossos que os sustentam, a saúde das articulações da mandíbula e a musculatura facial. Portanto, aconselhamos que todas as refeições incluam alimentos que exijam mastigação como bifes e outros. É muito comum os familiares dos idosos quererem facilitar a ingestão do alimento e escolherem sopas, mingaus, cremes e outros preparados que não precisam dos dentes para serem ingeridos; isso pode ser prejudicial à saúde dos dentes, ferramentas indispensáveis à saúde do nosso corpo.
Continua na próxima postagem…

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