En guarda. Prontos? Combate!

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O esporte que já usava luva, mascara e distância segura antes da pandemia. Como a esgrima passou do campo de batalha para os Jogos Olímpicos.

Muitas histórias circulam sobre a origem desse esporte. Alemanha, Itália, França e Inglaterra brigam pelo título de criadores, mas a única coisa que se sabe é que os mestres começaram seus ensinamentos nos exércitos como forma de melhorar a performance dos seus soldados no campo de batalha.

As simulações de batalhas entre cavaleiros começaram no século X e foram imediatamente condenadas pelo segundo Concílio de Latrão, sob o Papa Inocêncio II, e pelos reis da Europa, os quais se opunham aos ferimentos e mortes de cavaleiros no que eles consideravam uma atividade frívola. Os torneios floresceram, entretanto, e se tornaram parte da vida do cavaleiro entre os séculos XVI e XVII.

Com o advento das armas de fogo, os duelos de espadas foram ficando cada vez mais escassos. A esgrima passou então a ser praticada apenas como esporte.

Nos primeiros anos do esporte, tudo o que era necessário não eram feridas, mas a honra de cada esgrimista. Um toque bem-sucedido contra um oponente deveria ser recebido com o oponente dizendo touché, reconhecendo o golpe antes de continuar. Além disso, a esgrima precoce também tinha juízes, que tentariam discernir do lado de fora quem a resposta chegou ou, se dois esgrimistas tocam simultaneamente, quem tocou primeiro.

Hoje a esgrima é um dos esportes mais seguros e tecnológicos, e está presente nos Jogos Olímpicos da era moderna desde sua primeira edição em Atenas 1896. Ela possui um sistema elétrico para a identificação dos toques, armas feitas de um aço maraging especial, que não forma ponta ao quebrar e com roupas feitas de um polímero especial leve, mas que aguentam 1600N de força ( o equivalente a um tiro de pistol à queima roupa).

As três modalidades diferem no formato da arma e na região de toque. A espada, originária na infantaria, vale tocar no corpo inteiro apenas com a ponta da arma, o florete, que teve sua origem na guarda real francesa (os mosqueteiros) só vale tocar no tronco, porque eles priorizavam acertas as regiões vitais do corpo, como o curacao e os pulmões e o sabre, que veio da cavalaria, vale tocar da cintura para cima, afinal de contas, era isso que você alcançaria do seu oponente e estivesse em cima de um cavalo. Sua pista é longa e estreita, simulando os corredores dos castelos medievais onde os duelos aconteciam.

Provavelmente um dos esportes mais elegantes e cheio de história. Já viu onde praticar?

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