Princípios que auxiliam a orientar nossas decisões – Parte II

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Continuação da postagem anterior.…
Já falamos da agregação entre as várias partes do nosso ser, da integração dele com o seu contexto e das alterações constantes desse conjunto. Mas podemos continuar esta reflexão com outras características.
Uma particularidade importante do ser humano é que cada indivíduo é único; não há dois iguais. A herança genética que explica de 25% a 40% da nossa maneira de ser é única e as vivências e experiências não se repetem. Os comportamentos e reações de hoje são moldados por tudo que nos aconteceu, sentimos, vimos e vivenciamos. Portanto, não podemos desejar ser saudáveis com tudo aquilo que faz os demais saudáveis, não sentimos e não percebemos exatamente o que os outros sentem e percebem, não teremos sempre prazer com as mesmas coisas que dão prazer aos outros e nem sempre nos sentimos realizados com aquilo que realiza as outras pessoas. Precisamos nos conhecer e observar para termos consciência de nossas particularidades e especificidades. Temos que gostar de nós, nos respeitar e cuidar para ser autênticos e para termos sucesso quando optamos ou decidimos. O indivíduo que conhece e respeita aquilo que é, cuida-se, preserva sua identidade e integridade, almeja qualidade de vida e quer atingir um alto nível de vida saudável. Precisamos desenvolver ao longo dos anos uma consciência de nós próprios, mantermo-nos atentos ao que somos, ao que sentimos, ao que fazemos, ao que gostamos e por que atuamos de determinadas formas.
Foram necessários, também, muitos anos para compreender algumas coisas sobre a velhice ou a “muita idade”. O desgaste e a degeneração que dão origem ao envelhecimento têm uma cadência ou ritmo particular para cada indivíduo e há inúmeros comportamentos e atitudes pessoais capazes de acelerar ou desacelerar esse processo. Mas, ele é implacável.
Uma das atitudes que pode acelerar o desgaste funcional do nosso corpo é a pessoa se auto declarar incapaz, desistir precocemente de realizar certas atividades, deixar de fazer alguma coisa porque acha que não tem mais idade ou que alguém pode não achar correto. A aposentadoria é um exemplo de estímulo para abandonar atividades que poderiam continuar a manter saudáveis determinadas funções orgânicas, incluindo as mentais. Temos que continuar a manter o controle de nossas vidas, do nosso dinheiro, da nossa independência para não perdermos, mais rapidamente, a capacidade de o fazer.
Outra atitude desaconselhável é o conformismo, o negar-se a fazer adaptações na sua vida. A vida exige muitas mudanças, exige adaptações a novas formas de viver, temos que continuar a aprender novas habilidades, a modificar rotinas e hábitos. Temos que nos manter em constante interação com as novas gerações que, se precisam da nossa experiência, ajudam-nos a conviver com a modernidade e a desenvolver novas capacidades. Não podemos desistir, não podemos deixar de lutar, não podemos nos auto abandonar. A resiliência é a capacidade de se adaptar a novas situações, cria flexibilidade em nossas atitudes e é um dos mais importantes fatores para desacelerar nossa degradação vital.
Finalmente, notei ao longo da vida, que o esforço e a capacidade para viver são próprios do ser humano desde que ele nasce. Para nascer tem que fazer força e para viver também. Em geral, as decisões sobre aquilo que nos acontece são sempre de nossa responsabilidade; dependem de opções nossas. Não adianta “colocar a sujeira debaixo do tapete”, não adianta culpar os outros pelo que vivemos, não adianta fingir que não vemos e viver na fantasia. Para solucionar os problemas reais só podemos contar com os recursos reais e a realidade do contexto.
Tudo que eu disse é óbvio e a maioria das pessoas sabe, mas, na hora de agir, esquece.

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