Princípios que auxiliam a orientar nossas decisões – Parte I

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Foram necessários muitos anos de vida para eu perceber muitas coisas sobre mim!
Enfim, consegui ver-me de longe, obter uma visão mais geral de como sou e, acredito, que só consegui discernir tudo isso vagamente. Percebi que minhas avaliações contêm muitos erros e, portanto, devem ser provisórias e passíveis de correções. Para chegar a esse patamar, correlacionei três grandes aquisições: a maturidade que a reflexão constante me proporcionou, a experiência acumulada em 78 anos e a iluminação do conhecimento científico.
Estamos sempre a tomar decisões e quando optamos por uma, perdemos as demais alternativas. Às vezes a perda é dolorida e a angústia da dúvida também dói. Os princípios gerais ajudam a acertar mais vezes ou a corrigir mais depressa.
Uma das grandes características vislumbradas é que meu corpo não é uma somatória de partes, como são as máquinas, é um sistema com todas as suas partes integradas. E cada uma é vital para o sistema funcionar; se alguma delas não estiver a funcionar bem, todo o sistema será prejudicado. Esta conclusão é básica para orientar qualquer decisão sobre o cuidar do meu corpo e para guiar as minhas iniciativas a fim de manter e melhorar a minha saúde. Todos os tecidos, órgãos e segmentos do meu corpo, por minúsculos que sejam (dedinhos, unhas, dentes, etc.), se são focos de problemas, merecem a atenção e o cuidado adequado para que todo o conjunto não fique prejudicado.
Assim, uma pequena infecção deve merecer atenção, uma cárie merece tratamento rápido, uma micose exige cuidados, uma mancha roxa precisa de observação, uma saliência nova precisa de controle; qualquer alteração deve ser observada e cuidada. Não deixe que um pequeno problema se transforme em grande encrenca. As pequenas adversidades são importantes exatamente porque somos um todo muito bem integrado. Apesar de existirem muitas funções corporais com papel integrador, a circulação e a rede neurológica são os mais importantes.
Além disso, o ambiente externo, seja psicológico, seja biológico ou fisiológico, seja social ou cultural interfere no funcionamento de todo o sistema que constitui a minha pessoa. Além de eu ser um conjunto totalmente integrado dentro da minha pele, estou definitivamente vinculada ao ambiente que me cerca a curta, média e longa distância. A temperatura ambiente, a umidade do clima, a poluição do ar, o ruído externo e interno, as pessoas que nós olhamos, as conversas entre vizinhas, a luz que pode nos ofuscar, aromas agradáveis e desagradáveis que chegam até nós, a música da casa ao lado, o tecido macio tocando a nossa pele, a intensidade das cores na janela e milhares de outros estímulos atuam. Tudo interfere em mim e eu interfiro, com mais ou menos significado, em tudo e todos. A relação entre o indivíduo e o ambiente é constante, contínua e deixa marcas indeléveis. Eu sou, também, o resultado disso.
Analise e avalie seu contexto com o maior rigor e procure as soluções para melhorá-lo. Sentir-se bem é fundamental para a vida saudável. Reveja seus valores, seus costumes e suas maneiras de fazer e priorize o que realmente é importante. Não tenha dúvidas em promover mudanças quando elas puderem acrescentar benefícios à sua vida. Não tenha medo do esforço que as alterações exigem. Se precisar, peça ajuda. Os outros talvez tenham prazer em ajudar.
Um dos mais marcantes exemplos desse impacto do indivíduo com o resto do mundo, é a pandemia da doença denominada COVID-19, onde um caso na China em pouco tempo atingiu o mundo inteiro e alterou a vida de todas as pessoas. E, também foram as experiências e pesquisas científicas de todos os países que auxiliaram a controlar e tratar essa moléstia. Ninguém vive isolado.
Outra observação básica para dirigir minhas ações sobre a minha saúde é que o meu corpo e a minha mente estão constantemente a mudar, mudam todos os segundos e todos os dias, mesmo que eu não perceba; suas células se renovam constantemente. Esta dinâmica permanente é produzida por mecanismos intrínsecos que exigem o uso constante de cada função. Isso explica porque o desuso de um órgão leva-o à degeneração e à morte. Temos que estar sempre em funcionamento para continuar a funcionar. É o uso das capacidades que mantêm a existência e a saúde das mesmas. Mas isso paga um preço significativo porque o uso constante de uma função produz desgaste e resíduos que ocasionam o envelhecimento. Mas… o envelhecimento é inerente à vida. Quem não está vivo não envelhece!!!
Continua na próxima postagem…

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