A felicidade faz bem à saúde – Parte II

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Continuação da postagem anterior….
Quando falo de felicidade e espiritualidade lembro-me de uma
grande amiga que morreu aos 56 anos; despediu-se da vida muito
nova. Era uma das mulheres mais bonitas que conheci, extremamente
religiosa e praticante, casada com um homem apaixonado e herdeiro
de família rica e importante. Teve dois filhos saudáveis; morava
numa casa muito bonita e muito confortável; o marido gostava de
lhe comprar roupas lindíssimas e enfeitá-la com casacos de pele
valiosos. Desde jovem era sempre infeliz; quando tinha notas altas
na escola achava que não as merecia e lastimava a “injustiça” dos
professores para com seus colegas. Não conseguia ser independente,
precisava de alguém para tudo e tinha uma auto estima muito baixa.
Achava que os pretendentes nunca gostavam dela e disse-me várias
vezes que ser bonita era uma fonte de infelicidade. Mesmo após o
casamento via a vida por um prisma muito negativo, queixava-se da
casa, do marido e da família dele, achava sempre falhas em tudo,
vivia cada vez mais deprimida. Desistiu da vida, foi-se embora
muito cedo. Só achava consolo na religião que, talvez, a tivesse
ajudado a viver até aos 56 anos.
Os estudos que avaliam a correlação entre personalidade e
felicidade comprovam que ser extrovertido e ter uma autoestima
elevada estão relacionados a índices mais altos de felicidade. O
otimismo como traço de personalidade também pode afetar
positivamente o nível de felicidade. Parece que é o otimismo que
ajuda a obter sucesso e não o contrário. Outro traço de
personalidade que afeta positivamente a felicidade é a
resiliência, ou seja, a capacidade de enfrentar e superar as
situações adversas, saindo fortalecido e transformado dessas
experiências.
O Jornal da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP)
publicou um texto sobre um livro – Envelhecendo junto ao mar – de
autoria da professora Vilma C. de Carvalho que explica a relação
entre felicidade, satisfação ou prazer e a saúde orgânica. O
cérebro produz uma substância (endorfina) que circula no organismo
e faz as células funcionarem melhor. Portanto, ficar contente faz
muito bem à saúde física e mental. Populações com altos índices de
afetos positivos são mais longevas e saudáveis. A maneira de ver

a vida, de enfrentar as perdas e o estresse, os comportamentos
saudáveis, como exercícios físicos sistemáticos e uma alimentação
cuidadosa podem desacelerar o processo de envelhecimento.
Para os japoneses, dentro de nós carregamos o nosso próprio
foco de vida, aquilo que nos dá prazer, que nos impulsiona rumo ao
futuro e isso, o “ikigai” deve ser o centro das nossas próprias
opções. O que nos motiva? O que gostamos de fazer? Quais nossas
opções que respeitam esse foco? Somos únicos, isto é, o que nos dá
prazer não é o mesmo que ocasiona prazer nos outros. É o respeito
por nós próprios e pela nossa maneira de ser que se transforma em
saúde e longevidade.

Os gregos, há mais de 2400 anos, embora tivessem
menos anos de expectativa de vida, não desfrutassem do conforto e
das facilidades proporcionadas pela tecnologia e pela ciência para
nos assegurar uma vida mais saudável, sabiam, tanto quanto nós,
sobre felicidade.

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