O PSDB com novo dilema: Presente sempre nas eleições presidenciais

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Desde a sua criação, o PSDB sempre teve candidato próprio para a Presidência da República, ocupando o campo do centro central, com viés para a esquerda. Moderado, mas radical na defesa da democracia.
Reuniu lideranças relevantes, com boa formação educacional, com a defesa da moralidade e da boa gestão da administração e contas públicas, com propostas para as grandes questões nacionais, disputou todas as eleições nacionais com um nome tirado da cúpula partidária.
João Dória, um “out sider”
João Dória, nunca fez parte dessa cúpula, mas apadrinhado por um deles que o impôs como candidato a Prefeito de São Paulo, em 1996, contrariando os interesses dos veteranos, venceu o pleito, com muito dinheiro próprio e competência em marketing, emergindo como uma nova liderança partidária e política.
Lançando-se como candidato do PSDB, ao Governo do Estado de São Paulo, em nome de uma candidatura própria, quebrando dois pilares basilares da política – cumprimento dos compromissos pessoais e dos acordo – venceu as eleições de 2018, para o Governo do Estado de São Paulo, mais uma vez contando com bom marketing, somado à estrutura partidária no interior do Estado, alimentado com muitos recursos financeiros do próprio candidato.
João Dória, ambicioso e ansioso político, desviou-se da trajetória tradicional, associando-se a Jair Bolsonaro, traindo o seu padrinho, caminhado para o centro-direita.
Candidato à Presidência da República, em 2022 e visto por Bolsonaro – que almeja a reeleição para o mesmo cargo – como o seu principal adversário, passou a ser alvo de sucessivos e intensos bombardeios de Bolsonaro, tornando-se a principal alternativa anti-bolsonaro.
Até agora, voltado inteiramente para o combate à pandemia, estabelecendo medidas restritivas amplas e buscando a produção própria da vacina, contrapondo-se às posições de Bolsonaro, esperou pelos impactos populares das posições confrontantes.
Bolsonaro conta com o apoio de parte da população que não acredita na doença ou na sua amplitude, entendendo que é um alarmismo difundido pela Rede Globo – ressentida pela perda de verbas federais – e que as medidas adotadas por João Dória e outros Governadores e Prefeitos, não passam de um grande carnaval, com interesses eleitorais, desnecessárias e que só prejudicam a macroeconomia e a liberdade individual.
Esse segmento que já teria chegado a cerca de 40% do total, vem caindo e já seria menos de 20%. A maioria absoluta da população quer ser vacinada, mesmo os negacionistas, para não serem marginalizados em seu próprio meio social.
Com grande vantagem na aceitação popular, no quesito combate à pandemia, busca agora se consolidar como candidato à presidência, em 2022, pelo PSDB.
Para isso quer – ou precisa – ter o domínio do partido.

O controle da direção partidária

Com o enfraquecimento de Geraldo Alckmin e demais lideranças dos “cabeças brancas ou lisas” do PSDB, com os resultados das eleições de 2018, João Dória, vitorioso, mantendo o longevo controle do PSDB, no Governo de São Paulo, buscou assumir o controle da direção partidária, mas diante de resistências, preferiu “emplacar” um nome do seu grupo: o ex deputado Bruno Araujo, de Pernambuco.
Agora, fortalecido pelo seu desempenho e aceitação popular no combate à pandemia do cornavirus, busca o comando pessoal do partido, para garantir a sua pré-candidatura à Presidência da República, em 2022.
Para restabelecer a imagem de um partido defensor da moralidade e “não fisiológico”, quer extirpar do partido, algumas “frutas pobres” que estariam contaminando um grupo maior. Esse é formado por deputados do partido, situado no “baixo clero” que, como os seus colegas, precisam das emendas orçamentárias. Para eles, as emendas são oxigênio, sem o qual não sobreviverão, isto é, não conseguirão ser reeleitos, em 2022. Teriam “traído” o partido e votado para Arthur Lira, para a presidência da Câmara dos Deputados.
Não quer qualquer acordo: quer que eles deixem o partido.
Supostamente são liderados por Aécio Neves que, além de não se dispor em sair do partido, quer reassumir o protagonismo, influindo na formação da direção partidária, confrontando as intenções de João Dória.
Esse grupo oposicionista a João Dória, quer retomar a posição centro-esquerda e os princípios da social-democracia e tem nome alternativo do partido, para a disputa eleitoral de 2022: o atual Governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite.
O grupo não aceita o oportunismo de João Dória, em 2018, com o Bolsodória, traindo duplamente o seu mentor, Geraldo Alckmin.

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