Corona vírus e saúde mental: como a nutrição pode interferir?

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O artigo publicado na revista Frontiers in Immunology por pesquisadores brasileiros do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) e da Universidade Federal Fluminense (UFF) discute como a COVID-19 pode afetar a saúde mental.
Gostaria de salientar a discussão sobre a síndrome pós-COVID que são algumas alterações que o paciente pode apresentar após ter se recuperado do vírus, são possíveis seqüelas que podem aparecer em longo prazo. Cabe nossa atenção aos milhões de pacientes infectados e recuperados.
A pesquisa brasileira mostra uma maior tendência a desenvolver quadros de ansiedade e depressão no período pós-COVID. Isso ocorre porque o corona vírus gera uma menor capacidade de produção energética nas células neurológicas, o que nada mais é que uma disfunção mitoconcrial, uma redução da atividade das mitocôndrias.
Não foi possível responder ainda se todos os pacientes que contraíram o vírus irão desenvolver essa condição, mas os participantes da pesquisa que apresentaram maior gravidade da doença e maior sintomatologia mostraram maior tendência à desenvolver ansiedade ou depressão e os participantes que desenvolveram sintomas mais leves da doença apresentaram menor tendência a desenvolver as alterações psicológicas.
Como a nutrição pode ajudar a evitar o problema? O consumo de coenzima Q10 melhora a função mitocondrial das células neurológicas. Para diminuir a probabilidade de desenvolver deficiência da Q10 consuma peixes – inclusive sardinha – pelo menos 2x na semana, consuma diariamente folhas verdes escuras (brócolis e couve por exemplo) , consuma diariamente leguminosas (como o feijão e grão de bico) e oleaginosas (castanha de caju, amêndoas).
Outro fator que favorece o desenvolvimento de ansiedade e depressão é a neuroinflamação. Para reduzir a inflamação consuma nutrientes anti-inflamatórios e antioxidantes como os ácidos graxos ômega 3 encontrado nas sementes de chia e linhaça e nos peixes – inclusive a sardinha. A cúrcuma ou açafrão-da-terra possui uma excelente ação anti-inflamatória e pode ser consumida diariamente. É bastante sensível ao calor, portanto, finalize as preparações com cúrcuma e uma pitada pimenta-do-reino que potencializa em 2000% a ação da cúrcumina – composto bioativo do açafrão-da-terra. Você não leu errado e não foi um erro de digitação, a piperina presente na pimenta-do-reino potencializa em 2000% a ação antioxidante e anti-inflamatória da curcumina.
Esses nutrientes além de melhorarem a função mitocondrial e reduzirem a neuroinflamação também reduzem os níveis de estresse e de cortisol. Associados à uma alimentação rica em fibras provenientes de frutas, verduras, legumes e cereais integrais ainda melhoram a função intestinal que mantém uma fina conexão com o funcionamento cerebral.
É possível suplementar todos os nutrientes porém antes de sair comprando vários suplementos e vitaminas converse com uma nutricionista para avaliar qual a real necessidade de iniciar suplementação e quais ajustes no cardápio podem ser realizados.

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