Felicidade faz bem a saúde – parte 1

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Felicidade! Quem não pensa nela? Quem não a deseja? Quem não
sonha com ela?
Nossos pais e avós nunca a estudaram na escola, não era
matéria a ser aprendida, os cientistas não a consideravam seu foco
de estudo.
A situação mudou na segunda metade do Séc. XX, quando foram
desenvolvidos os aparelhos de diagnóstico que realizam “varreduras
técnicas” em nosso cérebro e têm capacidade de localizar, em
determinadas regiões cerebrais, onde se instala o medo, a paz, a

depressão e outros estados de espírito similares. Hoje conceitua-
se “felicidade” como um estado emocional positivo, com sentimentos

de bem estar, contentamento, satisfação plena. Os cientistas a
consideram como uma emoção básica que os seres humanos de qualquer
parte do mundo a sentem. Diversos estados e experiências podem
produzir a sensação de felicidade, tais como, amor, alegria, o
prazer sexual, o contentamento, a sensação de segurança, a
saciedade e outros. A psiquiatria e a psicologia assumiram a
felicidade como objeto de estudo e já temos algumas conclusões.
A ciência não conseguiu comprovar a existência de relação
entre felicidade e condições externas como idade, renda, afetos
positivos, estado civil, aparência física, gênero e outras
características sociais, demográficas e culturais. Não adianta
pensar que dinheiro ou celebridade são fontes inquestionáveis de
felicidade. Felicidade não depende de fatores externos, ela é
intrínseca ao indivíduo. Cada um reage frente aos fatores externos
de forma diferente e muitas pessoas continuam felizes apesar de
eventos menos agradáveis. Mesmo acidentes graves, perdas afetivas
importantes, paraplegias, incapacidades funcionais impactantes e
outros, após a adaptação, não impedem as pessoas de sentirem
felicidade. Depois de algum tempo, os indivíduos que ganham na
loteria, possuem um nível de felicidade igual ao nível anterior à
premiação. As pessoas reagem intensamente aos eventos, mas se
adaptam rapidamente. É a forma de interpretar os eventos e
condições de vida que influencia a sensação de felicidade e
satisfação. Essa sensação parece ser estável, permanece ao longo
da vida e pouco se altera com os eventos externos.

Porém, as pesquisas indicam que as pessoas que se descrevem
comprometidas com a espiritualidade tendem a obter maiores índices
de felicidade e satisfação com a vida. Também parece que estes
indivíduos lidam melhor com os eventos adversos que ocorrem no
decurso de suas vidas.
A espiritualidade também parece ser um fator que está
associado a uma melhora de saúde mental, menores índices de
transtornos psiquiátricos e comportamentos suicidas.

Continua na próxima postagem…

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