Os partidos políticos e seu significado: Rumos alternativos do PT

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O PT ainda dá os rumos da oposição: é contra o impeachment e a favor do candidato apoiado
por Bolsonaro para o Senado. Na Câmara definiu-se por Baleia Rossi, mas sem convicção e
certo de que haverá defecções no voto secreto.
Parece contraditório, mas não é.
É uma estratégia para tentar retornar ao poder, via eleitoral, em 2022.
É contra o impeachment, para manter a narrativa de que o de Dilma foi um golpe parlamentar.
Prefere que o Governo Bolsonaro continue “sangrando” até 2022, chegue exangue nas
eleições de outubro e seja derrotado nas urnas.
Acha que a história marcha a seu favor, esquecendo episódio semelhante, com a situação
inversa. Lula, sangrando atingido pelo mensalão foi poupando pela liderança de Fernando
Henrique Cardoso, que se colocou contra o impeachment, com a mesma visão de retorno ao
poder, em 2006. Lula recuperou-se, foi reeleito e ainda promoveu a eleição da então
desconhecida Dilma Rousseff em 2010, reeleita em 2014, mantendo o PT no poder.
Mas com o enfraquecimento do PT, Dilma foi impedida e Lula não escapou das mãos de Sérgio
Moro e da segunda instância judicial, perdendo direitos eleitorais, em função da “ficha limpa”
e ficando preso por muito tempo.
Um ambiente nacional anti PT, ajudou – decisivamente – para a eleição de Jair Bolsonaro, que
ora se encontra ameaçado de perder o cargo.
Apesar do enfraquecimento o PT ainda conseguiu formar a maior bancada partidária na
Câmara Federal, superando por um cargo o PSL, partido pelo qual Bolsonaro foi eleito.
Na hipótese do impeachment de Bolsonaro, ele seria substituído pelo General Mourão, um
militar preparado, inteligente, determinado e sempre filiado à “linha dura”. Poderia recuperar
o Governo, restabelecer a credibilidade e respeitabilidade dos militares e ser reeleito em 2022.
Ou tentar um golpe de Estado. O PT e a esquerda têm medo de um Governo Mourão
A marcha da história não parece favorável ao PT, mas os seus dirigentes seguem negando,
convictos de que o impeachment de Dilma foi um golpe parlamentar e que Lula é inocente e
vai recuperar os seus direitos, o que leva aos seguintes cenários do amanhã do PT
• continuidade de esvaziamento:
o PT continuaria perdendo apoio popular, persistindo na narrativa de golpe no
impeachment de Dilma e focando no Lula livre, Perde a liderança da esquerda e não tem
condições de comandar a oposição a Bolsonaro.
Bolsonaro se apropria dos programas sociais implantados pelo PT, mudando os nomes e o
PT não tem forças para reagir. Lula não consegue a liberação dos seus direitos políticos e o
partido não tem candidato forte que a esquerda aceite e ou respeite.
Não consegue formar uma bancada relevante para a Câmara Federal, em 2022, deixando
de ser um grande partido, mas ainda na série B.
• recuperação e revitalização
o PT percebe a oportunidade de retornar ao poder, faz um “mea culpa” em relação à
corrupção, retoma os programas de combate à pobreza, à desigualdade social e de
cuidados com o meio ambiente.
Com o maior número de filiados, militância ativa, nacionalmente, recupera o apoio
popular, retomando as suas bandeiras, com base em novas lideranças e volta a ser
competitivo.
• rebaixamento
O PSOL, sob a liderança de Guilherme Boulos vai ocupando gradativamente o espaço
político da esquerda, tanto na classe média, como nas camadas de menor renda,
capturando as bandeiras do PT, com uma guinada ideológica: passam a defender a
democracia, a legitimidade dos Poderes e o desenvolvimento econômico, segundo uma
parceria entre o Estado e o setor privado. Obtém o apoio de parte do empresariado.
Consolida o esvaziamento do PT, que é rebaixado para a série C.

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