Vacinar ou não vacinar: Um convite a reflexão.

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Share on linkedin
LinkedIn

Uma Homenagem, e um convite à reflexão a todos os Farmacêuticos nesse emblemático dia 20 de Janeiro.
FELIZ DIA DOS FARMACÊUTICOS


Eu fiz uma enquete sobre a vacinação com a CORONAVAC em uma de minhas contas de redes sociais.
Nao foi uma surpresa quando a maioria dos meus amigos se manifestou pela ansiedade de ver a vacina aprovada para que sim, pudessem toma-la. Claro, estudei na área de Biológicas no colégio, depois me formei em Ciencias Farmaceuticas, extendi os estudos por alguns anos na Farmacologia Clinica e ha exatos 20 anos transito no meio da Pesquisa…qual será o perfil da marioria dos meus seguidores (e seguidos) das redes sociais? rsrsrs.

Tambem não foi surpresa quando eu vi alguns amigos desconfiados e até contra a vacinação com a Coronavac. Alguns por nao confiarem na rapidez da descoberta e produção de uma vacina realmente eficaz e segura em pouco tempo, outros por focarem unicamente nas noticias divulgadas pela midia e por declaracoes dos politicos brasileiros, mas TODOS pelo mesmo motivo: Ainda nao entenderam o que é, de fato, a Pesquisa Clinica.

“Pesquisa de Novos Medicamentos em Serem Humanos”.
Por anos a fio descrevi assim meu ofício para as pessoas que não entendiam o que eu fazia da vida. Ajudava, opa! Mas quando se fala a palavra “Medicamento” as perguntas se voltam para o dia a dia do que cada um precisa tomar para seus males. Normal. Seguia a conversa e a pesquisa fica para trás.

2020, Coronavirus entre nós. A pandemia escancarou para o mundo aquilo que tentei explicar por anos.
Mas escancarou naquelas, né? Informações muito picadas, algumas até verdadeiras, mas que traziam uma visão muito simplista do que de fato está por trás do desenvolvimento de um novo medicamento, vacina, novos dispositivos médicos.
Até aí normal, não dá pra esperar ler um artigo científico na mídia só porque estamos no meio da pandemia.
E era aqui que eu queria chegar. Na enquete que fiz recebi comentários positivos sobre a minha “paciência e educação” (sic) ao lidar com os comentários contrários à vacinação.
Sim sim, muitas vezes era difícil de acreditar no que eu estava lendo, mas muito mais em como eram dadas essas declarações contrárias do que seu conteúdo em si.
Sim, sim, é difícil também ver as preferências pelo tratamento da doença ao invés da utilização da vacina.
Mas meus amigos, esse é nosso papel. É assim que se faz ciência também!
Poder ter a oportunidade de explicar, esmiuçar dados públicos sob a ótica de quem trabalha com isso, simplificar em exemplos cotidianos de dentro do nosso ramo o que está difícil de ver pra quem lê as noticias no jornal ou dados médicos obtidos de formas tão discutíveis, é o que sempre tentei fazer!
Então sim, podia ficar ali dias debatendo com eles…apesar de parecer que estávamos lendo groselhas isso só nos traria benefícios.
Por isso, independente das falas contrárias às nossas, a realidade é que pode ser mesmo muito difícil acreditar na criação de uma vacina dessas, do modo em que tudo se apresentou. Mesmo para aqueles a quem chamam de “mais esclarecidos”, termo que eu não sou fã, que conste nos autos.
Especialmente em tempos onde notícias falsas, a imensa quantidade de artigos “científicos”, meias declarações e a falta da educação básica são tão comuns, façamos a nossa parte na divulgação da nossa realidade, do enredamento dos processos e do universo por trás de cada capsulinha, ampola ou pomada.
O intuito desse post é um apelo, não desistam! Só com informação é que se combate a ignorância em determinado assunto.
E lembrem-se somos ignorantes em assuntos diversos também!
20 de Janeiro de 2021. Rumo ao pós pandemia!

Você também pode gostar de: