A pandemia na era pos moderna.

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Share on linkedin
LinkedIn

Em tempos de pandemia moderna, a pandemia do século XXI, creio que poucos se lembraram que este ano entramos na sua segunda década.
O século cibernético, o século conectado, interligado e eficiente. O quanto sonhamos e como imaginamos como seria esse momento quando chegasse! Talvez com carros voadores, robôs ocupando-se de serviços domésticos, a tão desejada cura do câncer… tantas esperanças, tanta excitação pelo novo, pelo desconhecido!
E eis que ele chegou e caiu como uma bomba em nossas cabeças!!!
Chegou tirando-nos de nossos trabalhos, impedindo-nos de abraçar as pessoas queridas, fazendo-nos ter medo da própria sombra, fazendo amigos brigarem uns com os outros; governantes mostrarem seu lado mais perverso e desumano, e a humanidade surtar diante de um rio de mortes e lágrimas!
Não, não era assim que o imaginávamos…
Nem o mais criativo e inventivo escritor de ficção cientifica conseguiria elaborar uma história tão trágica e que atingisse tão letalmente o mundo todo! Nem o satânico Dr. No, criação de Ian Fleming seria tão eficiente em um plano diabólico como esse para desestabilizar o mundo…
Que século é esse! Que nos entregou o mundo na ponta dos dedos, fibra ótica, satélites, redes sociais, e depois mostrou que apesar de todos esses recursos, continuamos cada vez mais ignorantes, só sabemos o que os algoritmos querem que saibamos.
De todas as tragédias que nos assolaram no ano de 2020 a pior eu considero a pandemia da ignorância, do se conformar com informações rasas, da preguiça de pesquisar, de checar, da intolerância com a opinião diferente…
Li, não me recordo onde, que a saída para a negação pura e simples, está num objeto chamado “livro”. Não importa se materializado no papel ou armazenado na nuvem… Precisamos de leitura, de literatura, para expandir o vocabulário e a sensibilidade; da história, para conhecer o passado e interpretar o presente; da filosofia, para nos questionar através das diferentes vertentes de pensamento, da religião, para praticar a tolerância, da ciência…
Ciência! Aqui nos encontramos novamente tendo nossas vidas dependendo exclusivamente da ciência! Não para nos levar ao espaço ou para nos teletransportarmos, ou ainda para sair voando pelas ruas; mas para sobrevivermos!
Esse foi um desabafo de início de ano, de início de década, de início de esperança… Esperança na ciência, na vacina, e na humanidade!

Você também pode gostar de: