Não se brinca com a pele do idoso – Parte I

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O maior e um dos órgãos mais importantes do nosso corpo é a pele. É um poderoso invólucro impermeável porque não permite a entrada ou a saída dos líquidos corporais, constituído por diversas camadas, cujas importantes funções são vitais. É a nossa fronteira com o exterior. Todos os seus detalhes foram ali colocados para o desempenho competente das funções: de proteção, não só dos germens como de vários outros agentes externos, da regulação da temperatura do corpo (isola do calor e do frio), funciona como órgão excretor por meio do suor, da gordura e das lágrimas, produz vitamina D e recebe os estímulos que produzem as sensações, como calor, frio, tato, pressão e dor. Além dessas funções, a pele ainda é um órgão importante para a nossa autoestima; sua aparência pode ter grande significado na beleza e na saúde e, consequentemente, no nosso relacionamento com o mundo. Afinal, ela nos identifica; as pessoas nos reconhecem por nosso aspecto exterior.
O sistema tegumentar (pele, unhas, pelos e cabelos) recobre todo o organismo e sofre alterações em pontos estratégicos para aumentar a efetividade de suas funções. Nos dedos crescem as unhas para proteger suas pontas; por cima dos olhos nascem pelos (cílios e sobrancelhas) para proteger os olhos da água, vento e pó; sobre o crânio nascem os cabelos que aumentam a sensibilidade e protegem a cabeça e assim por diante. Trata-se de um sistema porque todas as suas partes estão integradas entre si (e com o mundo exterior) e, quando alguma coisa não funciona bem com algumas células, certamente isso influencia as demais células. O nosso organismo tem suas partes todas integradas entre si e com o ambiente externo. Nós não somos uma somatória de partes, somos um sistema e cada sistema é único, não existe outro igual. Somos assim!!!
Não poderíamos sobreviver sem essa membrana que cobre todo o nosso corpo. Portanto, não se pode desdenhar da importância da pele, enxergá-la como um órgão secundário ou brincar com o seu cuidado.
Com o passar dos anos vamos observando alterações cada vez mais pronunciadas que nos indicam o envelhecimento da nossa pele; rugas, manchas, fragilidades, sensibilidade reduzida e outras. As pequenas fricções, lesam-nos com mais facilidade: se batemos o braço na porta surge uma mancha roxa rapidamente ou se raspamos a perna na ponta de um móvel o sangue aparece. A nossa pele, com o avançar dos anos, precisa de um olhar mais atento, precisa de mais cuidados. O seu trabalho está mais lento e, portanto, suas funções estão menos atuantes, mais demoradas, menos sensível aos perigos e menos competentes. Todas as pequenas lesões nos idosos devem ser cuidadas, são sempre importantes e podem infectar com mais facilidade
Continua na próxima postagem….

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