A habitação na muita idade: morando sozinho Parte III – Os ambientes internos

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Continuação da postagem anterior
Os ambientes internos devem ser práticos e funcionais e a
personalização levar em conta as necessidades, gostos, hábitos,
atividades desenvolvidas e expectativas do morador. Uma pesquisa
realizada este ano (2020) indica que os idosos esperam que sua
moradia seja acolhedora (aconchego, convivência familiar), segura
(abrigo seguro, refúgio), e confortável (tranquilidade, liberdade,
descanso, bem estar estético).
Abaixo, algumas características desejáveis que espelham as
expectativas dos indivíduos de muita idade:
1) De forma geral, os cômodos precisam ser mais amplos para
facilitar a mobilidade atual ou futura do idoso bem como as
visitas de seus amigos (também idosos) e familiares. Se possível,
prever espaço para exercícios, leituras, lazer e outras atividades
do usuário.
2) Hoje o idoso precisa de espaço para o seu computador, livros e
sua correspondência pessoal.
3) A piscina seria também desejável, se houver possibilidade.
4) Cômodos sem degraus e com portas largas para passarem as
cadeiras de roda, macas, andadores e bengalas. O piso não pode ser
escorregadio. Escadas não são desejáveis.
5) Os espaços devem ser livres de tapetes e objetos pequenos
espalhados (perigo de tropeços e quedas).
6) É desejável que possuam aparelhos de ar condicionado (quente e
frio), apoios nos corredores, iluminação no chão à noite para
facilitar a mobilidade, acabamentos de fácil limpeza e manutenção.
O controle da umidade do ar deve ser previsto. Um ar seco demais
ou úmido em excesso não é saudável para o idoso.
7) Os sistemas de comunicação devem ser distribuídos de forma a
serem acessados dos locais onde o tempo de permanência do idoso é

maior, inclusive o banheiro onde se dá a maior parte das quedas.
8) Se houver possibilidade pensar em espaço para um acompanhante
que, talvez, seja necessário mais cedo ou mais tarde.
9) Cuidados na decoração e detalhes para que seja aconchegante e,
esteticamente, prazeroso. Não confundir uma moradia com um
hospital.
10) São preferíveis móveis e objetos (vasos, bancos, criados
mudos, etc.) mais pesados ou presos às paredes para não perderem o
equilíbrio e servirem de apoio ao idoso, sem arestas ou quinas
perigosas e de fácil manutenção e limpeza. A vulnerabilidade do
idoso para quedas, lesões e infecções deve ser considerada.

CO-AUTORIA – Arquiteta Cecilia Lourenço Góes, 36 anos, graduada
pela Universidade de São Paulo, com 13 anos de experiência na
área. Trabalha em projetos residenciais, institucionais e públicos
no escritório MGóes Arquitetura e Design, em São Paulo.

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