Por que engordamos?

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A genética não é o fator mais importante na nossa saúde e na nossa qualidade de vida. Somente 20% da responsabilidade pela nossa qualidade de vida, incluindo a chance de manifestarmos doenças, está relacionada com a herança genética. Ou seja, 80% da nossa qualidade de vida se deve às nossas escolhas. E nossas escolham levam aos nossos hábitos.
Mas afinal, porque estamos engordando? Essa pergunta tem várias respostas, mas os principais motivos são:

  1. Os excessos! Seja nas férias ou no final de ano, seja nas festas ou feriados ou no dia-a-dia. Sempre que exageramos na comida e na bebida consumimos calorias em excesso.
  2. Redução da de pelo menos 2 horas de sono por noite. Pode parecer papo de preguiçoso, mas dormir é fundamental para o emagrecimento. Quando não dormimos bem, ou a quantidade de horas necessária, nosso metabolismo é prejudicado e nosso cansaço e falta de energia são traduzidos como falta de açúcar (principal nutriente que nos fornece energia) e assim a vontade de comer alimentos mais calóricos fica maior.
  3. Alimentos ultraprocessados de qualidade baixa com baixo custo e fácil acesso. Pare um minuto e pense: qual estabelecimento não vende produtos ultraprocessados como biscoitos, bolachas, chocolates, balas, refrigerantes, salgadinhos, sorvete e picolés, entre outros? Difícil lembrar algum que passe ileso.
  4. Atualmente trabalhamos gastando pouca energia, ainda mais nesse período do “novo normal” que muitas pessoas estão realizando Home Office. Trabalhamos sentados, sem grandes feitos braçais, e agora nem nos deslocamos mais até o trabalho.
  5. Apenas 1/3 da população pratica mais de 150 minutos de atividade física por semana. Cabe lembrar que essa recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) para determinar se uma pessoa é sedentária ou não foi atualizada: para deixar de sermos sedentários precisamos fazer pelo menos 300 minutos de atividade física por semana.
  6. Aumentamos a quantidade de calorias que ingerimos por dia. A maioria de nós consome fast food ou doces pelo menos uma vez por semana. E é importante perceber que as porções de alimentos estão cada vez maiores e com mais acompanhamentos: batata frita grande, bordas de pizza recheadas, doces cobertos com chocolate etc…
  7. A média de consumo de açúcar é de 50kg por pessoa por ano! Se você consome café com açúcar, refrigerante, bolos, pães doces, bolachas, cookies, chás e sucos industrializados, sorvetes, diariamente, não é difícil chegar nesse número.
  8. Apenas 50% das pessoas cozinham. Talvez agora nesse momento de pandemia essa porcentagem tenha mudado pois as pessoas estão cada vez mais interessadas por receitas e pratos “masterchef”. Porém muitas outras pessoas passaram a pedir comida por aplicativos de delivery e aumentaram a quantidade de fast food que consomem.
  9. Dietas restritivas não são sustentáveis e podem gerar compulsão por alimentos mais calóricos. Dietas da moda e malucas, sem acompanhamento e aconselhamento de um nutricionista podem ser extremamente prejudiciais. Cada vez que fazemos uma dieta sem embasamento, muito restrita em calorias, nosso metabolismo é alterado e fica mais lentificado.
  10. O mau gerenciamento das nossas emoções e/ou ansiedade. Muitas vezes por não sabermos lidar com nossos sentimentos e emoções nos acolhemos com comida ou bebida, tentando preencher um vazio no peito que não é fome.
    Quando a base da alimentação é consolidada em alimentos industrializados como macarrão instantâneo, biscoitos e bolachas, refrigerantes, doces, congelado, a alimentação se torna pobre em nutrientes essenciais e rica em toxinas, gorduras hidrogenadas e açúcares. Comer por prazer, conveniência ou conforto, sem pensar nas conseqüências de nossas escolhas, sem saber que a comida é a matéria prima para nossa saúde, acaba trazendo malefícios.
    Nossas escolhas alimentares determinam diversos aspectos da nossa saúde: nossa aparência física, nosso vigor, nossa vitalidade e vontade viver, qualidade de envelhecimento, imunidade e capacidade de prevenir doenças, nível de excelência de funcionamento de nossa mente.
    A comida fica ainda mais gostosa quando entendemos o que ela oferece para nossa saúde. Por isso fica um convite: assumir a responsabilidade pela própria saúde! A partir da próxima semana trarei um bê-a-bá da nutrição, explicando a importância de cada alimento e de cada nutriente para nosso organismo. E que o fim do ano traga um fim aos maus hábitos alimentares.

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