VAI UM CAFEZINHO AI?

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Você gosta de ler?
Gosta de folhear um livro, sentir o cheiro característico de suas páginas; investigar as orelhas para descobrir o que dizem dele e de seu autor; espiar a contracapa para tentar adivinhar seu conteúdo?
E se esse ritual for acompanhado de uma fumegante xícara de café, capaz de acrescentar um prazer, digamos idílico, quase transcendental ao momento?
A maioria das livrarias e todas as mega bookstores que conheço contam com suas cafeterias.
Cá entre nós, quem aí nunca entrou numa livraria somente para tomar um cafezinho, que atire o primeiro pão de queijo!!!
Que esta combinação é perfeita ninguém duvida. Seria este o motivo de debates literários espalhados pelo país receberem o nome de “Café Literário”? Quem sabe… O que sei é que o café de coadjuvante se torna protagonista em algumas Obras literárias.
A que me ocorre no momento é a célebre cena de tentativa de suicídio de Bentinho, no livro Dom Casmurro de Machado de Assis. Sua intenção era terminar com a própria vida adicionando uma droga na sua xícara de café. O Capítulo CXXXVI chama-se: “A xícara de café”:
“O copeiro trouxe o café. Ergui-me, guardei o livro, e fui para a mesa onde ficara a xícara. Já a casa estava em rumores, era tempo de acabar comigo. A mão tremeu-me embrulhada. Ainda assim tive ânimo de despejar a substância na xícara, e comecei a mexer o café, os olhos vagos, a memória em Desdêmona inocente. (…)”
Para quem já leu, sabe que o desfecho não foi trágico, pelo menos não para Bentinho. Quem ainda não leu, esse pequeno trecho talvez deixe um gostinho de “quero mais” nos leitores deste espaço.
Recomendo que leiam este e outros títulos de Machado, mas sugiro um cafezinho para acompanhar…

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