Os melhores remédios estão em você

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                Os cientistas são unânimes em afirmar que o prolongamento do envelhecimento saudável depende da genética herdada, dos nossos comportamentos, do contexto que nos rodeia e do conhecimento científico. Desses quatro grupos de fatores, aqueles aos quais temos mais acesso e controle são as atividades comportamentais e os avanços científicos na área da saúde e medicina. Isso significa cerca de 60% ou mais de chance de uma velhice com qualidade de vida. Vale a pena lutar.

         Lembremos que o envelhecimento também é um processo natural, programado para acontecer inexoravelmente. As nossas células já nascem programadas para morrer. O que podemos fazer é mantê-las funcionando bem por mais tempo, o que significa prolongarmos a vida ativa e com qualidade.

         Vamos à luta!

       Todos nós sabemos que o nosso organismo é  constituído por milhões de células; microscópicas unidades vivas adaptadas para exercerem funções específicas. Elas precisam estar saudáveis para realizarem suas funções de forma correta, precisa e competente. Por esse motivo o lema do meu blog é “Quanto mais saudáveis forem os nossos comportamentos, maiores são as probabilidades de nossas células serem saudáveis”. O nosso organismo estará saudável quando as nossas células estiverem com saúde. E, isso, em parte, depende de nossos comportamentos.

                   Tenho lido notícias modernas sobre o papel dos exercícios físicos na prevenção de câncer, de Alzheimer, na reversão dos fatores que bloqueiam o emagrecimento e outros. Li, também, sobre o papel da melatonina, que induz o sono e é fabricada pelo cérebro, no combate a doenças psicológicas e no fortalecimento do sistema imunológico. Todos os dias são obtidos mais resultados que confirmam a importância de um ambiente saudável para as células manterem-se sadias.

         A primeira orientação para o bom funcionamento celular é não esquecer nunca que “a própria execução da função é que mantém a capacidade das células, dos tecidos ou dos órgãos de a executarem“.  Dito de outra maneira, é o exercício constante da função que mantém essa função eficiente. Consequentemente, o que o corpo não usa, degenera e morre. Se você quer manter suas pernas prontas para andar, tem que constantemente, andar; se você quer manter os dentes tem que mastigar muitas vezes; se quer manter a capacidade de calcular, tem que executar os cálculos com frequência; se quer ter boa postura, tem que estar sempre com a postura correta. Isso exige elaborar e respeitar uma rotina de bons hábitos.

     Sempre que sinto alguma alteração no meu organismo, alguma dor, tontura, febre e outras começo por procurar um médico e seguir suas orientações. Mas, paralelamente, começo a refletir sobre o que posso fazer para ajudar meu corpo a normalizar-se. Ponho em ação “os remédios que estão em mim”. Revejo meus comportamentos de saúde e fico mais rigorosa com sua adequação, ou seja, se não houver contraindicação, aumento os exercícios, tomo mais líquidos, melhoro a alimentação em variedade e qualidade, procuro dormir mais e tomar sol, respeito com mais afinco meus horários biológicos, faço mais vezes meditação, aumento o meu lazer e fontes de prazer e ponho o cérebro a enfrentar mais desafios e a fazer ginástica e assim por diante. Muitas vezes vou ao médico só para contar-lhe como melhorei e peço-lhe para conferir.

          Durante esta pandemia, esses remédios que eu posso usar sem receita médica ajudaram-me a resolver muitas coisas. O estresse com as notícias sobre o novo coronavirus causou-me crises de aumento da pressão arterial, crise de labirintite, início de desidratação, sensações de angústia e apertos no peito, e mal estar geral que foram sanados com duas chegadas até ao Pronto Atendimento e os “remédios que estão em mim”. Os médicos que procurei foram excelentes; indicaram-me desligar a televisão, tomar chá de camomila, conversar por telefone com amigos e ler muitos romances. Obedeci-lhes e não utilizei nenhum recurso farmacológico.

          Outra importante orientação é aprofundar o seu autoconhecimento. Nós não somos o que queremos ser e, muitas vezes nos observamos como gostaríamos de nos ver. Tire a poeira dos olhos e observe-se como realmente é, sem mascarar o resultado. “Entre na real”, como se dizia antigamente. Nós não nos conhecemos a não ser quando aceitamos os resultados das nossas vivências. Os indivíduos de muita idade, conhecem sua história, conhecem muitas coisas de seus antepassados e conhecem suas interações com o mundo. Portanto, podem-se conhecer muito melhor se se olharem cuidadosamente e não se iludirem. Essas observações são essenciais para conduzirem suas decisões sobre você mesmo. Aprenda a aceitar-se, a amar-se e a respeitar-se. Dessa forma, os outros vão aceitar você, a amá-lo e a respeitá-lo. Experimente sempre que possível, observe-se e aceite os resultados.

              Finalmente, se você é uma pessoa com muita idade, não se espante com o fato do seu corpo estar muito diferente do que era. As alterações externas são fáceis e rápidas para serem descobertas. Mas as internas nos surpreendem todos os dias. Agora, o corpo demora para reagir, exige espera e paciência; só dois dias depois eu percebo que exigi mais de um músculo. É mais frágil; qualquer batida exige gelo na hora para a pele não ficar roxa. As sensações estão mais lentas e sutis; a fome, a sede, o frio e outras são sentidos de maneira diferente. Exige maior vigilância e observações constantes. O corpo mudou e continuará a mudar. O corpo fala e você tem que o entender. Aceite, assimile e se adapte; treine a sua flexibilidade.

Portanto, mantenha suas células saudáveis e você terá mais saúde.

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