Os 7 casos nunca explicados do futebol brasileiro: a final do Campeonato Paulista de 1977

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O Corinthians vivia o drama de carregar a maior “fila” em busca da conquista de um título de campeão, que completava 23 anos. A gente alvinegra sofria a desventura de ter sido a vítima preferida de Pelé e o seu eterno arquirrival Palmeiras já havia ganho 6 campeonatos brasileiros e ainda doía na alma corintiana a lembrança da final de 1974.

Mas, 1977 chegou e o Corinthians fez uma boa campanha se classificando para enfrentar a Ponte Preta, de Campinas, na decisão do título.

Com todos os méritos os dois clubes chegaram à final, mas a partir daí fatos estranhos se sucederam. Primeiro, todos os jogos da decisão foram marcados para São Paulo capital com o duvidoso argumento de que era um estádio neutro. A decisão foi tomada, segundo a FPF, por interferência de Erasmo Dias, fã da ditadura militar e que era Secretário da Segurança em São Paulo.

No primeiro jogo o Corinthians prevaleceu e ganhou por 1×0. No segundo jogo, a torcida corintiana, como em 1974, superlotou o Morumbi com mais de 138 mil pagantes, até hoje o maior publico da historia do estádio, mas a “macaca” campineira não se deixou intimidar e venceu por 2 x 1 forçando a realização da terceira partida.

Na terceira partida, o impensável aconteceu: Rui Rei, o artilheiro da Ponte Preta e autor do gol na vitória no segundo jogo foi expulso antes de 20 minutos de jogo, facilitando a vida corintiana, por razões que até a sua morte Boschilla nunca conseguiu explicar claramente. Com um jogador a mais durante praticamente todo o jogo, o Corinthians venceu apenas por 1×0, gol de Basílio, terminando com 22 anos, 8 meses e 7 dias de sofrimento para a gente alvinegra.

Nem mesmo o jogo terminou, já circulavam os boatos de que Dulcídio Wanderley Boschilla, um arbitro considerado corintiano teria sido contratado para decidir a partida (8 anos depois a revista Placar, da editora Abril divulgou que ele teria sido comprado “sem saber”. Ele confirmou o fato, falou que conhecia as pessoas, mas nunca fez a denúncia sobre quem seriam estas pessoas. Além disso, Boschilla foi convidado posteriormente, mas não aceitou ser Gerente de Futebol do Corinthians), bem como os boatos de que Rui Rei teria sido “comprado” por Osvaldo Brandão, uma das grandes raposas do futebol brasileiro. Logo após a final Rui Rei teve seu passe realmente comprado pelo Corinthians. Ele jogou no Corinthians em 1978, 1979 e 1981. Fez 77 jogos (30 vitórias, 28 empates, 19 derrotas) e marcou 21 gols com a camisa do Timão.

A grande verdade é que indícios de irregularidades haviam, porém, nunca houve uma investigação séria para esclarecer os fatos.

Alguns consideram este o maior título da História do Corinthians, porém, a História do alvinegro é muito maior do que esta decisão marcada por fatos estranhos.

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