FRAUDE E CORRUPÇÃO: COMO DIMINUIR SUA OCORRÊNCIA NAS ORGANIZAÇÕES!

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As organizações tem sofrido com esses males em todo o mundo e por melhores ações de regulamentação e controles que sejam implantados, continuamos a conviver com esse fato!
As fraudes em geral, no Brasil são cometidas na sua maioria por homens, com bom tempo na organização, majoritariamente com formação superior e envolvem suborno, desvios eventuais e/ou sistemáticos de valores, apropriação indébita, relatórios fraudulentos e tantos outros.
Somos ainda um país em formação, frágil na cidadania, na qualidade da formação dos jovens, com péssimos exemplos vindos dos nossos dirigentes, o que torna esse desafio ainda mais árduo. A corrupção está profundamente enraizada em diferentes áreas da administração pública, na sociedade civil e no setor privado. E isso infelizmente, afeta a sociedade como um todo. Não temos cultura de prevenção, e de uma forma geral, apenas “reagimos” aos fatos ocorridos.
Passamos por um período bastante tenso no campo político (parece que isso nunca muda não?), além de enfrentarmos uma pandemia e uma crise econômica sem precedentes na história moderna do país. Temos tido uma crise severa à cada 2,5 anos, haja saúde!
As situações de fraude e corrupção acontecem quando temos a conjunção de “oportunidade”, que pode ser vista como uma situação mais frágil no controle, uma fase específica da organização, uma transação eventual que atrai atenção, excesso de confiança, etc, com a “motivação” da (s) pessoa(s) envolvida (s). Essa pode estar latente, preparada para agir quando estimulada por fatores circunstanciais, como por exemplo, dificuldades financeiras, crises econômicas, etc.
Um primeiro passo na direção de identificar as vulnerabilidades da organização é a realização de diagnóstico específico, que vai buscar nos processos, na estrutura de poder, nos controles internos existentes, na tecnologia usada, detectar os pontos que necessitam de melhoria e ajuste.
No que tange à “oportunidade”, o que podemos fazer? Temos recomendado (independente do porte da organização, é importante frisar!) implantar práticas e ferramentas da Governança Corporativa, Códigos de Conduta e Ética, Visão, Valores e Missão da Organização, controles internos nos processos críticos (aqueles que geram receitas e despesas, por exemplo), procedimentos documentados e auditados de forma independente periodicamente, uso mais intenso de softwares tipo ERP, requisitos de Compliance do Banco Central (específicas para o mercado financeiro, mas que podem ser adaptadas a outros mercados), etc. Se entendermos a organização como um ser vivo, seria como melhorar seu “sistema imunológico”.
São recomendadas também a implantação de um sistema seguro para denúncias por parte de colaboradores e terceiros, uso de Termos de Confidencialidade (colaboradores, prestadores de serviço, parceiros), ser absolutamente intolerante com pequenos desvios, efetuar rodízio entre o pessoal que atua em Suprimentos e sempre envolver todos os gestores nesse esforço, realizar dinâmicas com o apoio dos Recursos Humanos da organização ou mesmo de consultorias especializadas.
Quanto à “motivação”, podemos indicar a melhoria dos processos de recrutamento, seleção, integração, desenvolvimento e avaliação dos colaboradores, com investimento em técnicas e controles que visem diminuir o risco de contratar pessoas mais suscetíveis a tolerar e até mesmo participar de processos fraudulentos e atos de corrupção. Além de termos grande déficit de recursos humanos adequados às demandas atuais, encaramos com certa tolerância os pequenos delitos cotidianos, o que dificulta todo esse processo. Infelizmente estamos falando em diminuição dos riscos e não na sua eliminação!
Reforço também a orientação de manter comunicação intensa e dinâmica para com toda a organização, divulgando as iniciativas, ocorrências, mudanças na legislação, etc. Temos que ter consciência que os riscos são dinâmicos.
Como podemos ver, ao final sempre existirão pessoas atuando e agindo, o que demanda nossa firme gestão e liderança, visando nosso objetivo maior que é a perenidade da organização. Como dizem alguns renomados auditores “o preço da segurança é a eterna vigilância!”

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