Vamos ao médico? – Parte II

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Continuação da postagem anterior
A experiência ensinou-me, também, que frente a qualquer indício de problema, devo procurar informações para saber se, na realidade, é um problema que merece atenção. “Não jogo a poeira para debaixo do tapete” sob a justificativa do “deixa para lá!”. Dessa forma, tenho escapado de encrencas graves porque apanho a alteração no início da sua instalação. Se, em um exame aparece algum motivo de alerta, vou imediatamente procurar informações até ter certeza de qual caminho devo seguir. Já escapei de três cânceres.
Concordo que não é fácil aceitar a fragilidade, conviver com a eterna vigilância e passar muito tempo atrás de médicos, exames e tratamentos. Mas a alternativa oposta é muito perigosa. Não posso desistir da minha integridade.
É o dentista, o oculista, a fisioterapeuta, o ginecolo-gista, o urologista, o cardiologista, o cirurgião de pâncreas, o endocrinologista e o cirurgião vascular. Para que eu não seja “retalhada” com a visão específica de cada especialista e algum desses profissionais possa pensar no conjunto, no sistema todo, elegi um dos médicos para coordenar todos os meus dados de saúde. Vou ao cardiologista três vezes por ano e levo-lhe os exames, resultados e opiniões dos vários especialistas, bem como lhe conto o sucedido nesse último período. Tenho certeza que ele es-tará atento para qualquer incompatibilidade.
Medicações para o idoso são necessárias, mas os riscos são grandes. Os cientistas costumam estudar os efeitos das medica-ções em adultos, ou bebés, ou adolescentes; em idosos os estudos são mais raros. Acresce-se, ainda, que as interações entre medi-camentos também são pouco estudadas porque a quantidade de subs-tâncias medicamentosas tem crescido muito nos últimos anos.
Hoje, com o desenvolvimento da Geriatria, temos acesso a médicos geriatras que reúnem o que existe de melhor, teórico e prático, e mais moderno sobre a medicina dos idosos. Quando têm uma grande experiência, são os especialistas mais indicados para cuidar do nosso “todo”, controlar os resultados dos nossos exa-mes, compatibilizar nossas várias medicações e responder às nos-sas perguntas sobre o envelhecimento. Se optamos por um clínico geral bem formado, atualizado e com boa experiência podemos, também, obter bons resultados.
Para facilitar a minha vida, organizei um caderno com to-dos os nomes, contatos, datas das consultas e exames de saúde realizados e a periodicidade recomendada. Qualquer dúvida, con-sulto o caderninho que vai comigo em todas as viagens mais lon-gas. Procuro estar sempre em dia com a minha saúde. Ela é o principal pilar do meu bem -estar.
Paralelamente, a esse controle de saúde pelo médico, sempre que sinto alguma alteração começo a colocar em prática um prin-cípio fundamental – “quanto mais saudáveis forem meus comporta-mentos, maiores chances têm as minhas células de se tonarem sau-dáveis”. Portanto, revejo os meus comportamentos e fico mais ri-gorosa com sua adequação, ou seja, aumento os exercícios, tomo mais líquidos, melhoro a alimentação em variedade e qualidade, procuro dormir mais e tomar sol, respeito com mais afinco meus horários biológicos, faço meditação, aumento o meu lazer e fon-tes de prazer e ponho o cérebro a fazer mais ginástica. Muitas vezes retorno ao médico só para contar-lhe como melhorei e peço-lhe para conferir.

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