Os 5 fatos históricos que o futebol brasileiro esqueceu: O primeiro clube de futebol a utilizar jogadores negros

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Não podemos esquecer que o Vasco da Gama foi fundado por portugueses, um povo que sempre admitiu a miscigenação racial, o clube disputava o campeonato da Capital do Brasil e é a seguinte: Em 1923, com apoio financeiro dos comerciantes portugueses, então um pequeno Clube que havia ascendido a elite do futebol carioca, foi campeão metropolitano com um time no qual atuavam jogadores negros.
No ano seguinte, o Clube quis registrar novamente os jogadores negros para disputar o campeonato da Liga Metropolitana de Futebol. O Flamengo, Fluminense, Botafogo e América não concordaram e abandonaram a Liga para fundar a Associação Metropolitana de Esportes Atléticos (AMEA) que barrou a inscrição do Vasco com a alegação que não tinha estádio próprio, mas, antes de recusar a inscrição vascaína, a AMEA havia solicitado que o clube excluísse os 12 jogadores negros.
A resistência do Vasco da Gama venceu o racismo e, menos de um ano depois, os grandes clubes voltaram atrás e aceitaram a participação do Vasco no campeonato de 1925.
Já em o Vasco da Gama foi o primeiro clube brasileiro a ter um Presidente Negro: Candido Jose de Araújo.
Uma História bonita e que honra ainda mais a gloriosa camisa cruzmaltina, porém, o Vasco não foi o primeiro clube a aceitar jogadores negros. A Ponte Preta, de Campinas, foi de fato o primeiro clube brasileiro a aceitar em 1900 a jogadores negros e isto desde sua fundação, pois seu fundador Miguel Canto foi, também, um de seus principais jogadores e pode ser, de fato, considerado o primeiro jogador de futebol negro no Brasil.
Mesmo no Rio de Janeiro, o primeiro clube a utilizar jogadores negros não foi o Vasco da Gama e sim o Bangu que já em 1904 contava com o jogador negro Francisco Carregal entre os titulares de seu time.
3 times – Ponte Preta, Bangu, Vasco da Gama – com uma história bonita e que ajudaram o futebol brasileiro a vencer o racismo. Uma glória que precisa ser resgatada nesta época em que, em muitas partes do Mundo, se quer sustentar a discriminação racial.

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