Vamos ao médico? – Parte I

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Envelhecer é um processo do qual nenhum ser vivo escapa. Pode ser acelerado ou retardado, mas jamais, estancado. E é um percurso que vai gradativamente tornando os organismos enfraquecidos, deficitários e fragilizados. Os progressos da medicina e seu aparelhamento de diagnóstico (tomografias, ressonâncias magnéticas, ultrassons, etc.) e tratamento (cirurgias a laser e outros) estão tornando esse período da vida menos penoso e mais lento. Portanto, os controles médicos periódicos, as consultas aos vários especialistas, os exames laboratoriais e a hospitalização tornam-se uma constante na vida do indivíduo de “muita idade”. Todos nós, os idosos, conhecemos e vivenciamos essa realidade. Não há como fugir dessa experiência; qualquer alteração orgânica exige uma tomada de iniciativa de natureza médica. Se você quer manter por mais tempo a sua independência e a sua autonomia não pode prescindir do profissional que, sem dúvida, é aquele que nos pode ajudar. Dói aqui, dói ali e a questão passa a ser: qual médico procurar? Aquele que tem o consultório mais perto de casa? O mais barato? O recomendado por um amigo ou conhecido? Aquele que eu conheço há mais tempo? O médico que é parente?
Quando comecei a enfrentar esse problema, errei muito, usava critérios práticos e não conseguia sentir confiança e segurança nos profissionais. Era obrigada a procurar outras opiniões e gastava muito dinheiro e muito tempo com as várias consultas. Então, criei alguns critérios que me têm ajudado muito. Não quer dizer que o bom médico não erra; o bom médico tem maiores probabilidades de acertar, errar menos, corrigir mais rapidamente as condutas e transmitir mais segurança. A confiança no médico pode desencadear a produção de uma série de substâncias cerebrais que auxiliam na resolução dos nossos problemas. É uma reação orgânica parecida com o efeito placebo, ou seja, mesmo sem uma substância ativa um remédio pode produzir efeito se o paciente acredita nele. A medicina é uma ciência aplicada e tem como foco o objeto mais complexo do planeta, o ser humano, sobre o qual ainda há muito a descobrir.
Sob o meu ponto de vista atual, o médico tem que ser formado em uma boa faculdade para garantir uma excelente base teórica. Tem que ter continuado seus estudos, tipo pós-graduações e especializações, mantido sua atualização em dia e frequentado congressos e eventos científicos. Em geral, os professores das faculdades têm mais oportunidades desse tipo. Deve ter muita experiência, de preferência com clientes de muita idade, portanto, não pode ser muito novo. Uma vasta experiência ajuda a desenvolver uma sensibilidade e um conhecimento empírico que não podem ser desprezados. O conhecimento médico sobre os idosos ainda está a ser construído porque essa faixa etária é a mais recente em termos de pesquisa científica. Há muita coisa que ainda não se sabe sobre os indivíduos de “muita idade”. Os profissionais mais antigos já tiveram tempo para acumularem uma sabedoria prática que os jovens levarão anos e anos a conseguir.
Ele, o meu médico, deve estar em condições de dar a “última palavra”, a última opinião, sobre o meu problema. No meu caso, em geral, esses médicos são aqueles que os próprios médicos procuram. Gosto de usar os médicos a quem os próprios médicos recorrem.
E quando eu consigo encontrar esse profissional, o que ele diz passa a ser “sagrado”. Faço-lhe todas as perguntas que preciso, esclareço todas as dúvidas e procuro fazer tudo o que ele sugere. É a forma que encontrei para colocar o conhecimento médico mais moderno e acessível a serviço do meu bem-estar. O dinheiro que gasto, considero um investimento
Continua na próxima postagem….

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