Os 5 fatos históricos que o futebol brasileiro esqueceu: 4º) As mulheres que eram proibidas de jogar futebol.

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Quem assiste Marta, eleita repetidas vezes a melhor jogadora do Mundo, desfilando com elegância e categoria pelos estádios do Mundo, imagina que a mulher brasileira jogando futebol é algo tão natural quando os garotos jogando uma pelada de rua em qualquer cidade brasileira. Ledo engano!
A história do futebol feminino no Brasil é também uma história de luta contra proibições legais absurdas, prisões e preconceito irracional.
Não obstante já fosse praticado nos anos 20 e 30, a ditadura de Getúlio Vargas resolveu proibir, em 1941, as mulheres de praticarem futebol por “ser incompatível com a formação do corpo da mulher”. As justificativas, como sempre acontece com as decisões dos governos ditatoriais, eram as mais disparatadas possíveis, como, por exemplo, que o contato físico que o futebol exige prejudicaria o desenvolvimento feminino para a maternidade.
Pior do que a proibição, era o preconceito contra as mulheres que gostavam e praticavam o futebol, como atestam muitos artigos nos jornais da época.
Porem, como as mulheres não são fáceis de dobrar, elas desafiavam as proibições seja disfarçada de caridade, jogando em eventos de fins caritativos, seja abertamente jogando na Várzea e fugindo ou sendo presas quando a polícia chegava.
Um bom exemplo disso é a mineira Lea Campos que, desde garota gostava e jogava futebol, fez curso de arbitro na Federação Mineira de Futebol em 1967 e, em 1971, ainda durante a vigência da proibição, se tornou a primeira mulher a apitar um jogo oficial da FIFA. Curiosamente, a carreira dela contou com o apoio de outro ditador, o General Emilio Garrastazu Médici, que era fã de futebol.
Está situação estapafúrdia perdurou oficialmente até 1983, pois embora a Lei que revogou a proibição fosse de 1979, ela somente foi regulamentada pelo Conselho Nacional de Desportos 4 anos depois. O jogo deveria ter a duração de 70 minutos, as traves eram menores e a bola mais leve.
Os primeiros anos foram muito difíceis, pois os uniformes e chuteiras eram confeccionados para homens e aproveitado para uniforme das mulheres mesmo na seleção brasileira.
Mesmo hoje a situação não é fácil no Brasil pois o futebol feminino ainda não é 100% sustentável financeiramente, mas os esforços estão sendo feitos e os grandes clubes masculinos possuem uma equipe feminina e disputam o campeonato brasileiro. Além disso, as nossas meninas sempre são motivo de orgulho quando participam de competições internacionais.

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