Arremesso de dardos

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Acabava de encerrar, na pequena cidade britânica de Wolverhampton com pouco mais de 250.000 habitantes situada na região central da Inglaterra, a disputa de um torneio de Grande Slam de Arremesso de Dardos, tido pelos profissionais como um campeonato mundial por sua importância no calendário esportivo europeu.

Todos sabemos serem os ingleses e europeus apaixonados por qualquer tipo de disputa. Lá as apostas atingem altas somas, dependendo do esporte. Este disputado não é um dos mais populares, mas mesmo assim atingiu recordes nunca antes vistos.

Esse torneio teve caracteristicas bem peculiares. Nele os participantes nas três semanas se digladiaram entre si, mostrando técnicas, forças e empenho aprendidas, aprimoradas e treinadas ao longo dos últimos anos. As equipes estavam afiadas e tivemos quase sempre desempenho superior aos mostrados em torneios anteriores. A profissionalização em todos os esportes tem crescido muito, nos últimos tempos. Alemães e russos se enfrentaram em partidas memoráveis.  Já a equipe chinesa superou abertamente os japoneses, antes os campeões deste esporte na Ásia, região do Pacífico. Grandes e pequenos adversários participaram e aos poucos as equipes iam caindo e as ganhadoras subindo na tabela.

As duas equipes finalistas não poderiam ser outras, se não a da Grã-Bretanha e a da Holanda. Nos últimos anos ambos tem a primazia neste esporte. Já os britânicos, como donos da casa, tinham vantagem com toda a torcida jogando a seu favor, mas os holandeses sempre estiveram bem representados e se propunham a vencer os orgulhosos anglo-saxões em sua casa.

Na partida final disputada entre o holandês Wesley Harms e o escocês Gary Anderson, a vitória favoreceu o escocês, dando vitória ao Reino Unido. Mas nem bem o juiz tinha dado por encerrada a última partida, começou uma discussão entre eles. A principio era educada e discreta, depois chegou a ter momentos de grande fúria e altos gritos entre jogadores, assistentes de quadra, juízes e chegando até a envolver dirigentes das federações dos dois países. O assunto, por pouco, não chega a ter consequências diplomáticas tal foi a entensidade das discussões  e xingamentos ocorridas de ambos os lados.

Eis a transcrição parcial dos diálogos trocados naquele momento.

O atleta holandês Wesley Harms, derrotado foi quem deu início à polémica, depois de perder por 10-2 do escocês Gary Anderson, que obtinha ali o titulo de campeão do mundo pela terceira vez. Wesley teria dito ao juiz:

— Assim não dá, senhor juiz, o adversário tirou toda minha concentração em todo tempo nesta partida e nas demais que fizemos, como “tie-breaker” deste torneio.

— Como assim, Sr. Wesley? Disse o juiz, que no arremesso de dardo fica longe dos contendores para ter uma melhor visão panorâmica dos lances.

— O adversário no tempo todo soltava flatulências justo nos momentos de meus lances. Eram ruidos enormes e tiravam minha concentração. Sem contar o mau cheiro que fui obrigado a conviver.

Nesse momento o escocês Gary, que tinha ouvido a reclamação, chega junto ao juiz e “alega que em alguns momentos durante a partida, há soltura de gases intestinais, mas que é raro e não acha que isso possa ter incomodado o adversário conforme alegado nas reclamações”.      

— Não incomoda uma ova, seu dissimulado. — Grita o holandês irritado. — Senhor juiz, os peidos, assim podemos chamar essas flatulências desse senhor tinham cheiro forte de ovos. E olha que os ovos deviam estar podres, pois o fedor era um verdadeiro martírio para mim em minha concentração. Uma fedentina!  Exijo que sejam canceladas as partidas entre nós e novamente disputadas com olheiros e acompanhantes de ambos os lados.

         O escocês reagiu tentando dizer também que o holandês soltava de quando em quando pequenos peidos no momento do lançamento dos dardos. Segundo ele, como não apresentava cheiro desagradável, não teria reclamado.

O assunto crescia em discussão e já as delegações estavam interferindo, cada uma tratando conforme seus reais interesses. A certo momento, o escocês teria afirmado que no passado tinha peidado em algumas partidas disputadas, mas que em nenhum caso isso tenha sido motivo para justificar a derrota.

As discussões se estenderam até que algo foi negociado entre as delegações, nada sendo divulgado ao publico e o assunto encerrou-se sem maiores delongas. Os britânicos são conhecidos por utilizar técnicas e estratégias pouco ortodoxas quando o assunto é supremacia sobre outras nações. Poderíamos afirmar, ser o caso das flatulências de Gary mais um dos casos?

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