Os 5 fatos históricos que o futebol brasileiro esqueceu: 5º) Roubo da Copa Jules Rimet.

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RESUMO: “E derreteram a taça na maior cara de pau” lembra o samba-enredo de Caprichosos de Pilares sobre o roubo do maior troféu do futebol mundial.

Uma tarde agradável adornava o Estádio de Rasunda, em Estocolmo, em 29 de junho de 1958, quando, logo aos 4 minutos, Liedholm jogou um balde de água fria sobre milhões de brasileiros que tomavam conta das ruas de Norte a Sul do país.

Minha mãe, que pouco entendia de futebol (e por isso tinha uma quedazinha pelo Clube do Remo e não pelo imbatível Paysandu, o eterno Papão da Curuzu) sentenciou: o Brasil é sempre assim. Amofina na final (foi a primeira vez na vida que ouvi a palavra amofina e até hoje ela está impregnada nos meus ouvidos).

Ela tinha alguma razão. 8 anos antes, o Brasil havia sido dominado por um tsunami de já ganhou e, em uma ensolarada tarde de domingo, o Maracanã calado assistiria o uruguaio Gigghia, aos 79 minutos, colocar seu nome no mural da gloria do futebol fazendo o segundo gol que daria o título ao Uruguai.

Mas, vestindo o manto azul, que Paulo Machado de Carvalho assegurou ser a cor do manto de Nossa Senhora de Aparecida e, que, se não era, passou a ser a partir daquele instante para todos os brasileiros, a seleção começaria a construir uma história conquistas e gloria. Vavá logo empatou aos 9, virou aos 32. Pelé e Zagallo ampliaram, Simonsson ousou diminuir o placar aos 80 minutos, mas, para demonstrar que uma nova dinastia começava, coube o Rei Pelé fazer o 5º gol no minuto final de jogo.

O início da tarde daquele domingo ensolarado mostrou ao Mundo a maior comemoração pela conquista de uma Copa do Mundo até então vista e que só terminou em 2 de julho, quando o Rio de Janeiro, então capital do país, parou para assistir o desembarque de nossos heróis.

Aquela caminhada iniciada na agradável tarde de 29 de junho de 1958 teria um ápice no início da tarde de 21 de junho de 1970, quando a seleção canarinho impiedosamente goleou a Itália por 4 x 1 e conquistou definitivamente a Copa Jules Rimet.

As comemorações foram grandes em todos o país, mas éramos um povo humilhado pelos grilhões de uma terrível ditadura militar,  que alcançava a própria seleção: o atacante Dario, convocado por imposição do Ditador Médici, nunca sequer foi relacionado para o banco de reservas pela Comissão Técnica que se postava ao lada do povo em sua resistência silenciosa e triste. Dario sabia fazer gols, não merecia a humilhação de ter sido convocado pelo general de plantão.

Mas, o “caneco” veio em definitivo e isto ninguém mais tiraria de nós: LEDO ENGANO.

Em 20 de dezembro de 1983, o país acorda em choque com a notícia que a Copa Jules Rimet havia sido roubada da sede da CBF no Rio de Janeiro.

Na verdade, não era a primeira vez que o troféu era roubado. O mesmo acontecera na Inglaterra, em 1966, e conta a lenda que, apesar de todo o esforço da Scotland Yard, a famosa polícia britânica, a taça teria sido encontrada em um jardim pelo cachorrinho Pickles. Sempre restou a dúvida se era a Taça Jules Rimet original ou uma simples cópia convenientemente plantada no jardim para dar uma versão romântica ao roubo.

Infelizmente, o fim romântico não aconteceu no Brasil.

A segurança era praticamente inexistente (um absurdo para um troféu tão valioso) e, depois de dominarem o vigia, os bandidos conseguiram as chaves do 9º andar e com um simples pé de cabra arrancaram o vidro e roubaram a Copa Jules Rimet e mais três troféus de ouro

Identificados, presos e torturados, os marginais, liderados por Sergio Peralta, gerente de Banco e representante de um dos grandes clubes brasileiros, confessaram que o Troféu fora derretido para ser vendido no mercado negro.

A Taça Jules Rimet, agora, só é definitivamente nossa no coração dos brasileiros!

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