Roberto Civita

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Há pessoas que encontramos e convivemos durante toda a vida, outras que conhecemos pelas leituras em jornais e revistas, ou ainda aquelas que sabemos que existem  através das histórias contadas por outros e que aprendemos a admirar e até a invejar!
No meu caso encontro-me totalmente apaixonada por um grande homem, homem este que comecei a admirar após sua morte, ao ler sua biografia. Estou falando de Roberto Civita, empresário, diretor do grupo Abril e presidente da Fundação Victor Civita, falecido em 2013.
Uma vida intensa de muito trabalho, muita inspiração e também de muito amor a um país que não foi o seu local de nascimento, mas país esse que renasceu sobre sua influência e de seu não menos valoroso pai.
Competente, tinha a consciência de que fora um homem de sorte, por ter nascido numa família abastada e que lhe deu todas as oportunidades, as quais abraçou e retribuiu com entusiasmo. Sao suas as palavras:

“Acredito que o destino de cada um começa a ser traçado por fatores que nao dependem de nós. O primeiro são seus pais. Onde você nasce. Quando. Em que lugar do mundo. Onde vai estudar. Há muita gente talentosa, que poderia brilhar em qualquer campo mas jamais teve a oportunidade nem foi beneficiado por fatores imponderáveis como esses.”

Sua história é admirável mas ao conhecê-lo  melhor, identifiquei-me com várias de suas posturas. Ele, como eu, foi um grande amante  das letras, da beleza literária, da gramática bem empregada. E também se irritava quando nossa língua era maltratada! Em suas memórias que estava escrevendo, quando a doença o pegou,  ele diz:

“Minha obsessão é a palavra exata, que defina exatamente o que você quer dizer. A palavra mal utilizada e a frase mal construída me deixam bastante incomodado. E-mail com erro me irrita. Hoje em dia, as pessoas estão escrevendo de forma muito descuidada. Eu não mando nenhuma mensagem sem reler. É um desrespeito com o destinatário, da mesma forma que um texto jornalístico bem escrito e editado com cuidado é um respeito com o leitor.”

Deu vontade de dizer: pôxa, é isso mesmo! Concordo! E notem que a língua portuguesa foi sua quinta  língua, pois sendo italiano, foi auto didata em inglês, ficando horas em casa colecionando palavras e anotando-as em cadernos e repetindo-as sem parar. Depois devido as viagens do pai, aprendeu o francês o espanhol, até que em 1950 chegou ao Brasil. Declarou-se apaixonado por nossa língua, e aqui ficou até sua morte.
Outra frase sua que gosto e que resolvi reproduzir aqui,  resume como foi sua relação com o trabalho e com a vida:

“Se você consegue fazer as coisas que ama e as faz bem e se diverte com elas e também é reconhecido, admirado ( e invejado ) e ainda por cima ganha dinheiro com isso, você é verdadeiramente abençoado. E eu tenho sido”.
O Brasil também ganhou e muito com suas contribuições na área editorial – pois Roberto Civita foi o criador da revista Veja – mas principalmente com sua personalidade cativante e suas ideias progressistas!

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