A importância da microbiota intestinal

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O corpo humano é residência de trilhões de microorganismo como bactérias, vírus e fungos. Aproximadamente 70% desses microorganismos estão no intestino grosso. Esse chamado microbioma não está conosco por acaso! Ele possui funções na manutenção da saúde e no aparecimento ou não de doenças.

A microbiota intestinal começa a ser formada durante o período intrauterino e parto (cirandas nascidas de parto normal tem o primeiro contato com bactérias da flora vaginal da mãe e crianças nascidas de parto cesáreo tem primeiro contato com bactérias hospitalares), desenvolve-se até os 5 anos de idade, se altera e se complementa na fase adulta e começa a decair quando nos tornamos idosos.

O processo de envelhecimento está associado ao declínio na função fisiológica do indivíduo, com comprometimento da função cardiovasculares, renal, respiratória e intestinal. As alterações na fisiologia do intestino e função imune podem afetar a quantidade e tipos de nutrientes diferidos e absorvidos, impactando diretamente na composição e funcionalidade da microbiota intestinal.

Estudos mostram que ao longo da vida a composição da microbiota sofre alterações, que são influenciadas pela própria genética mas também pelo estilo de vida, tipo de dieta, comorbidades e assim a microbiota de cada indivíduo é diferente.

Geralmente a disbiose (que é um desequilíbrio microbiano) está presente e em adultos mais idosos há uma redução na população de Bifidobacterias e um aumento na população de Enterobacterias que tem potencial patogênico como por exemplo a Escherichia, Salmonella, Klebsiella e Proteus. Essas bactérias estão relacionadas à maior fragilidade e inflamação, principalmente depois dos 60 anos.

A disbiose pode estar associada ao aparecimento de doenças como síndrome do intestino irritável, doença inflamatória intestinal e até mesmo obesidade e diabetes e câncer.

E como modular o intestino? Algumas estratégias são fundamentais: aumentar o consumo de frutas, verduras e legumes, reduzir o uso de açúcares e adoçantes, bem como preparações doces, aumentar o consumo de água e reduzir o consuni de refrigerentes, bebidas açucaradas e bebidas alcoólicas.

Além de melhorar a alimentação é interessante consumir probióticos em sachês ou manipulados antes de dormir para aos poucos modificar beneficamente a composição e funcionalidade da microbiota intestinal. A adequação do estilo de vida tem tudo a ver com a saúde intestinal: sono, tabagismo, atividade física, higiene (pessoal e no momento de cozinhar e se alimentar). As formas como lidamos com o estresse também influenciam nossa microbiota.

E por último, mas não menos importante, nosso histórico de uso de medicações. Quanto mais antibióticos, anti-inflamatórios, antiácidos e outros medicamentos usarmos, pior a saúde do intestino.

Um intestino saudável pode reduzir o risco de infecções, quedas e fraturas, queda da imunidade e melhorar a saúde cerebral, reduzir riscos de desenvolver depressão. 

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