O comportamento do nosso cérebro ao longo do tempo.

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O avanço da idade traz experiência, mas também podem ocorrer possíveis perdas tanto em aspectos motores quanto em aspectos cognitivos. Várias capacidades cognitivas sofrem alterações com a idade, provavelmente relacionadas com diminuições na velocidade de processamento, na capacidade de concentração e na capacidade de utilizar estratégias eficazes de aprendizagem. Em alguns casos estas alterações são superiores às esperadas em um envelhecimento normal, podendo ser indicativas de estados iniciais de demência. Um estudo recente publicado no International Journal of Epidemiology sugere que a obesidade pode estar associada a um risco aumentado de déficits cognitivos. A obesidade, assim como a doença cardiovascular e o acidente vascular cerebral, é um fator de risco modificável para esses casos, pois geralmente pode ser combatida por meio de mudanças no estilo de vida, como dieta e exercícios físicos.

Para o estudo, pesquisadores da University College London analisaram um grupo de participantes do English Longitudinal Study of Aging (ELSA) que tinham pelo menos 50 anos de idade quando se inscreveram no estudo. No momento da inscrição foram feitas avaliações iniciais, incluindo índice de massa corporal (IMC = peso/altura ao quadrado) e circunferência da cintura. A partir de então, os participantes foram acompanhados em média por um período de 11 anos, para então depois determinar se haviam desenvolvido algum déficit cognitivo.

Os pesquisadores descobriram que os participantes que tinham um IMC correspondente ao excesso de peso ou obesidade eram mais propensos a desenvolver déficits cognitivos. Esse resultado apoia estudos anteriores que indicam que a obesidade é um fator de risco para este tipo de problema. A equipe de pesquisa também descobriu que a obesidade abdominal, associada à alta circunferência da cintura, no início do estudo é um fator de risco que afeta mais as mulheres do que os homens.

A obesidade é um grande problema de saúde pública em todo o mundo, portanto, estudos adicionais podem ajudar a determinar se intervenções precoces e mudanças no estilo de vida podem reduzir o risco de problemas cognitivos. Também é necessário entender o mecanismo pelo qual a obesidade aumenta esses riscos, se por inflamação ou fatores genéticos. Os estudos subsequentes devem envolver check-ins frequentes para monitorar o desenvolvimento dos déficits cognitivos e potencialmente encontrar sintomas ou fatores comuns entre participantes obesos.

O exercício e a atividade física são importantes à medida que envelhecemos. Eles ajudam a manter seu corpo e cérebro saudáveis. Permanecer ativo pode ajudá-lo a permanecer independente, evitando a perda de mobilidade física e o ganho de peso, também podendo retardar o declínio cognitivo relacionado à idade. Algumas pesquisas têm demonstrado a ação benéfica do exercício físico sobre a cognição. O treinamento aeróbio, em pessoas idosas, proporciona melhora no funcionamento cognitivo, especialmente nas funções executivas. Vários estudos destacam melhora significativa nas funções cognitivas globais com a prática de exercícios físicos em indivíduos com declínio cognitivo leve ou com demência. Não sabemos ao certo qual o protocolo ideal ainda mas temos certeza de que se manter em movimento é a melhor opção sempre.

Procure um profissional de Educação Física qualificado e inicie a prática de exercícios físicos!

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