Buenos Aires para além do Tango e do vinho.

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Olá, acredito que muitos de vocês já conhecem ou ouviram falar das belezas e peculiaridades de Buenos Aires, a capital da Argentina.

Pode-se listar inúmeras razões para se visitar a capital portenha. As mais óbvias e incessantemente decantadas são: a qualidade do seu vinho, aliada a beleza das vinícolas; sua arquitetura fascinante; e logicamente o contraste entre a delicadeza e a força do ritmo mais conhecido do pais: o tango!

Buenos Aires, porém, para além do vinho e do tango, nos oferece muito mais.

Recentemente, antes do mundo ser assolado pela pandemia, estive nesta efervescente cidade com uma amiga. Decidimos que o foco principal dessa visita, visto que já havíamos estado lá algumas vezes, seria a exploração dos seus museus, papelarias e livrarias.

Ficando apenas uma semana, foi impossível conhecer tudo que a cidade oferece, mas depois de andar muito, enfrentar algumas filas, passar por alguns imprevistos, conseguimos nosso objetivo. Seguem alguns pontos que valem muito a pena serem explorados.

Começamos pelo CCK – Centro Cultural Kirchner – o maior centro cultural da América Latina e terceiro maior do mundo. Foi inaugurado em 2015 num prédio lindo projetado por um arquiteto francês no início do século 20 e que foi originalmente usado como o Correio Central de Buenos Aires. Fica na Rua Sarmiento, 151 no Centro.

Na ocasião Buenos Aires inteira homenageava o artista plástico cinético Julio Le Parc, que estava comemorando 90 anos de idade, em plena atividade. E o CCK sediou sua mais impressionante exposição com mais de 160 obras do artista.

Museu Nacional de Belas Artes – Criado em 1895, fica no bairro da Recoleta – pode-se combinar a visita ao museu com uma ao famoso cemitério de mesmo nome. São próximos.

Fica na Avenida Libertador, 1473. Lá pode-se conhecer a obra de muitos pintores argentinos e apreciar outras de importantes artistas internacionais, como Van Gogh, Gaugin, Monet, Picasso, Degas e muitos outros.

Ah, e muito importante: Entrada gratuita!

MALBA – Museu de Arte Latino Americano de Buenos Aires – Aberto em 2001, esse museu que fica no bairro de Palermo na Av. Presidente Figueroa Alcorta, 3415, pretende difundir, tornar mais conhecida, a arte da América Latina do século XX.

Sua arquitetura é moderna, com grandes espaços livres. Em nossa visita pudemos admirar o nosso nacionalíssimo Abaporu, de Tarsila do Amaral; obras de Frida Khalo – a quem particularmente admiro; quadros de Portinari, Di Cavalcante, Helio Oiticica, Lygia Clark, entre outros. Conta também com esculturas, fotografias, instalações, xilogravuras, etc

Teatro Colon – Não se trata de um museu, mas o prédio e as instalações são deslumbrantes! Fica na rua Tucuman, 1171 – Centro, próximo ao Obelisco.

Inaugurado em 1908, esteve por oito anos em reformas, sendo que quatro desses não recebendo espetáculos, reabriu em 2010. Foi todo restaurado usando-se o mesmo material da construção original para não alterar a acústica do lugar, considerada uma das cinco melhores do mundo. Vale fazer a visita guiada, paga, que pode ser agendada pelo site, ou para se ter uma experiência completa, pode-se assistir a um de seus espetáculos, quando recomeçarem.

Apesar de muito concorrida, a visita à Casa Rosada também merece um espaço na agenda.

Segundo informações, Buenos Aires tem mais de 120 museus.

Museus que não conheci, mas acho interessante citar. (Alguns pretendo conhecer numa próxima ocasião, outros penso que não, apesar de serem curiosos):

– MUSEU CARLOS GARDEL – R. Jean Jaurés, 735 – Abasto.

– MUSEU DOS BEATLES – Consta que reúne mais de 2.000 objetos do grupo – Av. Corrientes 1.660 – Centro

– MUSEU MARADONA – Também conhecido como La Casa de D10S pasmem!!!!!!!!  R. Lascano, 2.257 – La Paternal.

– MUSEU EVITA – R. Lanifur, 2988 – Centro

– MUSEU DEL MATE (chimarrão) – Tigre

– MUSEU DA IMIGRAÇÃO – Retiro

Quanto às livrarias, recomendo a rede El Ateneo, em especial a Gran Esplendid que fica na Av. Santa Fe, 1860.

O lugar é lindo, a quantidade de títulos de tirar o fôlego, a arquitetura do início do século XX. Foi inaugurada como livraria em 2000. O local é um antigo teatro construído em 1919, que em sua concepção original contava com uma plateia de 500 lugares. A livraria conservou o esplendor do teatro, mantendo a cúpula pintada, as varandas originais, a ornamentação e as cortinas de veludo intactas.

Gostaria muito de recomendar mais algumas livrarias e papelarias. Porém a maioria no momento não está aberta, e na incerteza de saber se todas reabrirão, após o final das restrições no país, sugiro uma pesquisa nas redes sociais e sites antes de viajar, para não ter surpresas, como eu e minha amiga tivemos em relação a uma papelaria muito recomendada e conhecida em Palermo que se “fundió”, conforme informação de uma atendente de outra papelaria.

Buen viaje!

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