Guia alimentar para a população brasileira

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Os Guias alimentares são instrumentos que definem as diretrizes utilizadas na orientação de escolhas alimentares saudáveis pela população. A 2ª edição do Guia Alimentar brasileiro foi elaborada em 2014 pelo Ministério da Saúde em parceria com a USP e a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).  Nesta edição as alterações no padrão alimentar e nutricional da população brasileira e o impacto ambiental, social e econômico gerado devido tais alterações são explicados.

Nossa Guia apresenta um conjunto de informações, análises, recomendações e orientações sobre escolhas, combinação, preparo e consumo de alimentos que objetivam promover a saúde da população brasileira como um todo. O documento oficial brasileiro é reconhecido internacionalmente por órgãos como FAO, UNICEF e pela OMS, considerado como exemplo ao redor do mundo pela linguagem acessível, embasamento científico e abordagem prática. Inspirou muitos países a revisarem seus próprios guias.

Um estudo publicado em 2019 na revista Frontiers in Sustainable Food Systems, classifica o Guia Alimentar para a População Brasileira como o que melhor atende à promoção da saúde humana, do meio ambiente, da economia e da vida política e sociocultural. 

O Guia Alimentar brasileiro defende a valorização da cultura alimentar regional, a visão ampliada da alimentação como fator tanto social quanto cultural e ambiental, a importância de manter sistemas alimentares sustentáveis, entre outros pontos relacionados à valorização da alimentação saudável.

Um diferencial importante do nosso Guia é a classificação NOVA, que descreve os grupos de alimentos de acordo com seu nível de processamento ao invés de classificar os alimentos apenas em termos de nutrientes. A classificação NOVA é muito didática e baseada em diretrizes que associam um maior consumo de produtos industrializados com o aumento do risco de desenvolvimento e de mortalidade por doenças crônicas como diabetes, hipertensão, obesidade.

Além disso, as recomendações contidas no guia consideram as circunstâncias que envolvem a alimentação, valorizando a interação social e o prazer que o ato de comer proporciona aos indivíduos.

O nosso Guia apresenta uma regra de ouro que recomenda o consumo de alimentos in natura, ou minimamente processados, e preparações culinárias e se posiciona contra o consumo de alimentos ultraprocessados em excesso. Entenda a NOVA classificação dos alimentos

– Alimentos in natura: são obtidos para consumo diretamente de plantas ou animais, sem sofrer qualquer alteração. Por exemplo: folhas, frutas, verduras, ovos, peixes, carnes.

– Alimentos minimamente processados: são submetidos a algum processo sem envolver agregação de substâncias ao alimento original (como limpeza, pasteurização ou moagem). Por exemplo: feijão, lentilha, cogumelos, frutas secas, castanhas, farinhas.

– Alimentos processados: são os alimentos fabricados pela indústria com adição de sal, açúcar ou outro produto que deixe o alimento com maior tempo de prateleira, mais saboroso e mais atraente – MAS não necessariamente mais saudável! Por exemplo: conservas em salmoura, compostas de frutas, peixe em lata, carnes defumadas, queijos feitos com leite.

– Alimentos ultra-processados: são os produtos com pouco ou nenhum alimento inteiro, formulado pela indústria e que contém aditivos. Por exemplo: salsicha, bolachas, biscoitos, sorvete, chocolate, barras energéticas, temperos instantâneos, refrigerantes, alimentos congelados.

Resumindo, sua alimentação deve ser rica em alimentos in natura, minimamente processados e pode conter alguns alimentos processados. Já em relação aos produtos ultra-processados, quanto menos melhor! Na dúvida siga a máxima: desembale menos, descasque mais!

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