Admirável Mundo Novo

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Emprestei esse livro a uma amiga recentemente, o que gerou em mim uma nova reflexão a respeito dele. Aliás as Obras impermeáveis ao tempo e aos modismos, tempos em tempos nos levam a outros olhares, outros entendimentos, ou simplesmente nos fazem relembrar as grandes lições, as grandes “sacadas” deste autores maravilhosos.

Este romance de ficção científica foi escrito, pasmem, em 1931, publicado em 32, por Aldous Huxley.
Inicialmente somos apresentados a uma intervenção absurda do Estado na vida dos seus cidadãos, através de manipulação genética, determinando suas características tanto físicas, quanto psíquicas. Essa manipulação, aliada a um condicionamento psicológico desde a mais tenra idade,  tem como objetivo fazer com que as pessoas não se deprimam, não sintam dores, não traiam nem sejam traídos, não odeiem, não se encantem com flores, com bebês ou nada “fofo”, e principalmente não amem; pois o amor traz todos os dissabores citados acima e muitos mais, o que não é bem-vindo naquela sociedade.
Na minha ótica, o autor aborda a  tentativa por parte das autoridades de se tornarem tão onipotentes quanto o próprio Deus.

A religião no livro se mostra na figura de Ford. Poderia ser qualquer outro nome, porém  na época em que foi escrito o livro, o invento  mais revolucionário do século vinha sendo o automóvel, que havia modificado todo um modo de viver, toda a organização da sociedade, até mesmo em relação ao consumismo, tão presente hoje, e bem explorado na trama.
Muitas pessoas, assim como eu, se perguntam: “Se Deus realmente existe, Ele não deveria permitir as dores, sofrimentos, guerras, doenças, etc. “
Huxley coloca muito bem esta questão fazendo-nos repensar esta teoria. Será que realmente o mundo seria melhor sem essas desgraças? Se o homem fosse poupado de tudo o que há de ruim no mundo e no âmago das pessoas, seria feliz? Plenamente, completamente feliz?

A resposta ele mesmo indica quando contrapõe o “selvagem” ao “civilizado”, e desnuda toda a perplexidade existente no ato de se deixar manipular, quando há a escolha entre sofrer e não sofrer. Ele então apresenta o “soma”, daí não temos dúvida de que se há uma fuga, é porque o caminho reto, sem obstáculos, livre a nossa frente, nem sempre será o escolhido.

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