Jose de Alencar e Machado de Assis: sobre talento e humildade

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Já vou declarando de antemão que meu escritor brasileiro preferido é Machado de Assis.

Às vezes me pego usando termos próprios ao século XIX, enquanto as pessoas se entreolham como a dizer: – O que essa pessoa está falando? Só aí percebo a apropriação machadiana…

Na verdade hoje vou falar sobre talento, humildade, sobre a Academia Brasileira de Letras e sobre dois gênios de nossa literatura: José de Alencar e Machado de Assis.

Contemporâneos, admiravam-se. O mais jovem, meu amado Bruxo do Cosme Velho, em 1866 elogiou calorosamente o romance Iracema, em suas crônicas. José de Alencar confessou a alegria que lhe proporcionou essa crítica em: “Como e porque sou romancista”

Em 1883, Machado escreve sobre José de Alencar, já após sua morte, em artigo pela Revista Literária do Rio de Janeiro:

“Cada ano que passa é uma expressão de glória de José de Alencar.

Outros apagam-se com o tempo; ele é dos que fulguram serenamente, sem tumulto, mas com segurança. São assim as glórias definitivas. Na história do romance e do teatro, para não sair das letras, José de Alencar escreveu as páginas que todos lemos, e que há de ler a geração futura.

O futuro nunca se engana.”

Machado foi o primeiro presidente da ABL. Ele juntamente com ilustres nomes da cena literária da época, tais como Joaquim Nabuco, Visconde de Taunay e Olavo Bilac, se propuseram a formar aqui no Brasil, em 1897 uma academia literária nacional nos moldes da academia francesa.

Prontamente, humildemente, Machado escolhe o indianista, o nacionalista, aquele a quem tanto admirava, José de Alencar, como patrono de sua cadeira.

Uma história de admiração, humildade, talento, que todos nós leitores só saímos ganhando, afinal com as Obras desses dois monstros da cena literária brasileira, nosso país engrandeceu e o futuro ainda será deles. Afinal, o futuro nunca se engana, não é mesmo meu bruxo?

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