Modernidade

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O meu colega Fernando Figueiredo me convida para colocar os artigos deste blog no portal da Modernidade, que ele criou (portalmodernidade.com.br).

Aceito com satisfação, mas me surge logo uma dúvida: o que vem a ser modernidade?

A visão generalizada é a incorporação de novas tecnologias, mudando os hábitos e forma de viver da humanidade. Mas seria só isso?

Na economia, o Governo, com apoio do setor empresarial, vende a idéia de que modernidade é a economia liberal. Mas uma economia que mantém mais de 12 milhões de brasileiros desempregados seria moderna?

Enquanto as atividades urbanas “patinam” o campo segue com plena vitalidade produzindo safras recordes de grãos e de outros produtos, vendendo quase tudo, que produz. O que não vende é o que não quer. 

Depender o crescimento econômico do campo é moderno? Ou um retrocesso? Um retorno à antiguidade? 

Adotar o carro elétrico é modernidade? Ou macaquice? Carro flex é carroça ou modernidade desconstruida pelos conspiradores de sempre?  Será que os chineses convencem o mundo de que o carro elétrico seria o melhor dos mundos, ou para torná-lo dependente de matérias primas e tecnologia chinesa? 

Se o motor flex for dominante, o mundo automobilistico vai ficar na dependência do Brasil e dos EUA: por enquanto. 

A modernidade é usada para a guerra entre as grandes potências, com o Brasil entrando de “gaiato”.

Um dos propósitos da inteligência estratégia é “ver o que não é mostrado”. A questão estratégica do carro elétrico não é a fonte de energia ou dos impactos ambientais, mas de um pequeno componente essencial, que seria o lítio. E no motor flex? 

 Um modelo econômico que privilegia mais a multiplicação do dinheiro do que do conhecimento é moderno? A versão vendida pelos capitalistas modernos – ou ditos como tais – é que essa dinâmica do dinheiro promove a inovação, haja visto o financiamento de start-ups que se tornam unicórnios. Ou que atualmente as empresas mais valiosas do mundo são as que produzem conhecimento e não bens físicos.

O Japão, seguido pela Coreia do Sul e agora pela China  se organizaram associado a produção de bens físicos com a tecnologia, principalmente a embarcada nos processos produtivos, como nos produtos. A produção de conhecimento, baseada numa ampla estrutura educacional, que começa nos primeiros anos, voltada para a produção física promoveu o amplo enriquecimento das pessoas e do conjunto, medido pela renda per-capita.

A Índia concentrou os seus esforços educacionais na formação e desenvolvimento universitário, promovendo aqueles que – por esforço e virtudes pessoais – conseguiam chegar ao 3º grau, destacando-se dentro de uma imensidão de analfabetismo e miséria. Além da formação interna, com alta qualidade, o Governo promoveu o aperfeiçoamento em instituições no Exterior. Uma parte, talvez a maior, não retornou ao pais e os melhores assumiram ou vem assumindo a gestão das maiores empresas mundiais de tecnologia. 

Os profissionais de origem indiana “dominam” o mundo das empresas de tecnologia, como resultado de um projeto de país – promovido pelo Governo, desde Nehru – privilegiando o conhecimento, ainda que de uma minoria, mais que a produção física. Mas a maioria da população continua pobre ou miserável e deseducada. 

Qual é a modernidade desejada para o Brasil? 

Aqui o FF abre um espaço para esse debate.

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